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Cientista político analisa as lições da montagem das chapas majoritárias na Bahia

Especialista aponta diferenças na condução do processo de escolha dos candidatos a vice nas duas chapas

Rodrigo Tardio
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| Atualizada em

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Analista diz que "força da máquina" na RMS é aposta para consolidar liderança de Jerônimo
Analista diz que "força da máquina" na RMS é aposta para consolidar liderança de Jerônimo -

A engrenagem política que move os grupos políticos de governo e oposição na Bahia foi o tema central da análise do cientista político Claudio André de Souza, em participação no A TARDE Cast, nesta quinta-feira, 16.

Para o especialista, a condução do processo de escolha dos candidatos a vice nas duas chapas teve peso diferente. Enquanto uma pecou pelo excesso de visibilidade das tratativas, a outra focou nos bastidores para gerar ganhos políticos ao seu grupo.

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Desgaste interno x ganho político

Diferente de articulações anteriores, onde as decisões da base aliada eram seladas em bastidores antes do anúncio oficial, o atual ciclo da chapa governista foi marcado por uma disputa pública entre os partidos da coalizão. Para Claudio André, esse movimento expôs fissuras que a oposição pode explorar.

"A exposição feita pelo grupo do governo para a escolha do vice foi desnecessária. Em política, o tempo da maturação interna é vital. Quando se leva esse debate para a praça pública de forma prolongada, você não apenas desgasta os nomes envolvidos, mas também projeta uma imagem de falta de consenso", afirmou o cientista.

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Já sobre a escolha do candidato a vice da oposição, o analista afirmou que o processo foi conduzido de maneira diferente, com menos desgaste, mas pensando a longo prazo, na formação de um novo líder político que pudesse compor a chapa e ajudar na penetração do grupo no interior.

Ofensiva na RMS

Em relação à estratégia petista para as eleições, Souza classificou que a concentração de esforços na Região Metropolitana de Salvador (RMS) pode ser um trunfo para a campanha deste ano.

O governo estadual tem acelerado a entrega de obras de infraestrutura e serviços na região, como tática principal para ganhos políticos num território historicamente dominado pela oposição.

"O grupo que tem o orçamento na mão entende que a RMS é o fiel da balança neste ano. A estratégia é clara: converter o ritmo de entregas em capital político direto, tentando sufocar a influência da oposição na capital e arredores", explicou.

  • Aposta na infraestrutura: Aceleração de entregas para criar uma narrativa de eficiência.
  • Território estratégico: A RMS é vista como decisiva para equilibrar o jogo político frente à capital.

A análise de Cláudio André traz um cenário de que a campanha deste ano, com foco na RMS, sem deixar de lado o interior do estado, é a aposta para um resultado positivo nas urnas em outubro.

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