LEI DA FICHA LIMPA
Na mira? Ex-prefeito Rodrigo Hagge corre risco de inelegibilidade
Decisão sobre vida política de ex-prefeito de Itapetinga está nas mãos de Câmara de Vereadores

Por Yuri Abreu

O ex-prefeito de Itapetinga (sudoeste da Bahia), Rodrigo Hagge (MDB), pode ficar inelegível, conforme a Lei da Ficha Limpa, após ter três contas da sua gestão reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) — ele foi gestor da cidade entre 2017 e 2024.
Em 2026, a expectativa é a de que Rodrigo dispute uma das 63 vagas para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Aliado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ele inclusive estaria pensando em deixar o MDB, uma vez que a sigla se mantém na base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Um caminho poderia ser o PL, comandado na Bahia pelo ex-ministro João Roma.
Nas mãos dos vereadores
Após ter sido alvo da Corte de Contas, as pretensões políticas de Eduardo Hagge para os próximos anos agora estão nas mãos da Câmara de Vereadores.
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A expectativa é a de que pauta seja votada na retomada dos trabalhos legislativos na Casa, no mês de fevereiro, quando os edis devem votar as pautas do ex-prefeito — o atual prefeito, Eduardo Hagge, é tio de Rodrigo, mas ambos estão rompidos. Eduardo, inclusive, já anunciou apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Governo da Bahia.
Cenário
Para evitar a inelegibilidade, o Rodrigo precisará de pelo menos dez votos favoráveis de vereadores em plenário — ao todo, a Câmara de Vereadores de Itapetinga conta com 15 nomes, a maioria do MDB (6).
Contudo, de acordo com o Políticos do Sul da Bahia, o cenário atual é de desgaste e isolamento para o ex-prefeito. A avaliação é a de que se as contas forem rejeitadas, as possibilidades de Rodrigo Hagge diminuem até mesmo para 2028, ano de eleições municipais.
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