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Trazer coração de Dom Pedro é estratégia eleitoral, diz colunista

Bolsonaro foi aconselhado a trazer o órgão do primeiro imperador do Brasil, que estava preservado em Portugal

Publicado domingo, 21 de agosto de 2022 às 18:30 h | Autor: Da Redação
Coração está em um recipiente de vidro na igreja de Nossa Senhora da Lapa, na cidade do Porto, em Portugal
Coração está em um recipiente de vidro na igreja de Nossa Senhora da Lapa, na cidade do Porto, em Portugal -

A ideia de trazer o coração de Dom Pedro I, imperador do Brasil entre 1822 e 1831, partiu de conselheiros de Jair Bolsonaro (PL) e teve como finalidade atrair votos de parcela da população com “forte cunho patriótico”, publicou o jornalista Jamil Chade em sua coluna no portal Uol, neste domingo, 21.

O ato faz parte das comemorações do Sete de Setembro, em Brasília, quando se completará duzentos anos da independência oficial do país.

No entanto, dentro do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, a iniciativa criou mal-estar. A justificativa é que o gesto é considerado “constrangedor” para um país da dimensão do Brasil.

O coração de Dom Pedro I está em um recipiente de vidro na igreja de Nossa Senhora da Lapa, no Porto, desde 1837. A cada 10 anos, é trocado o líquido, com base em formol, que o mantém preservado. Para os portugueses, ele é o Dom Pedro IV.

Desde abril o Governo Federal se movimenta para trazer o coração do primeiro imperador brasileiro. A relíquia chega ao Brasil nesta segunda-feira, 22, e será entregue à Presidência em solenidade na terça-feira, 23. Ao todo, ficará 20 dias em território brasileiro. A sua exposição será restrita ao palácio presidencial em Brasília.

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