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RELAÇÃO BILATERAL

EUA listam exigências ao Brasil para acordo contra crime organizado

Pautas devem ser discutidas em encontro presencial entre Trump e Lula

Ane Catarine
Por
Presidente Lula (Brasil) e presidente Trump (EUA)
Presidente Lula (Brasil) e presidente Trump (EUA) -

Os Estados Unidos querem que o Brasil apresente um plano para enfrentar organizações criminosas que atuam no país, incluindo facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além do grupo libanês Hezbollah e redes criminosas chinesas.

A exigência faz parte de uma proposta de cooperação em segurança discutida entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo informações da Folha de S.Paulo.

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Segundo o jornal, autoridades americanas solicitaram que o governo brasileiro apresente um plano detalhado de combate a essas organizações em território nacional como condição para avançar em um acordo bilateral contra o crime transnacional.

A proposta está em negociação e pode integrar a pauta do encontro presidencial entre os dois presidentes, previsto para ocorrer em Washington no próximo mês.

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EUA sugerem envio de presos estrangeiros ao Brasil

Além do plano de combate às facções, outra proposta discutida pelos americanos é que o Brasil receba em presídios nacionais estrangeiros presos nos EUA, em modelo semelhante ao adotado por El Salvador.

As demandas fazem parte de uma contraproposta enviada por Washington após o Brasil apresentar um plano inicial de cooperação para combater o crime transnacional.

Entre os pontos defendidos pelo governo brasileiro estavam:

  • cooperação contra lavagem de dinheiro internacional;
  • bloqueio de ativos de criminosos brasileiros no exterior;
  • reforço na fiscalização do tráfico internacional de armas;
  • troca de informações sobre transações com criptomoedas.

Compartilhamento de dados

Os Estados Unidos também sugeriram que o Brasil compartilhe informações com autoridades americanas sobre estrangeiros que buscam refúgio no país, incluindo dados biométricos.

A medida, segundo Washington, ajudaria a monitorar redes criminosas e fluxos migratórios que passam por portos e fronteiras brasileiras.

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