DESENROLA
Governo alerta para golpe com site falso do Desenrola Brasil 2.0
Golpe condiciona o Desenrola ao pagamento de taxas, alegando “taxas administrativas”


O Ministério da Fazenda emitiu um alerta sobre um golpe que utiliza um site falso para simular páginas oficiais do programa Novo Desenrola Brasil. A fraude tem como alvo pessoas interessadas em renegociar dívidas por meio da iniciativa do Governo Federal. O aviso foi divulgado na tarde desta sexta-feira, 15.
Segundo o órgão, a página fraudulenta promete que o usuário poderá “limpar o nome” em até cinco dias. O site também solicita consulta de CPF para verificar uma suposta elegibilidade ao programa e utiliza um chat para coletar informações sobre tipos de dívidas, como cartão de crédito.
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Os criminosos condicionam a renegociação ao pagamento de taxas e pedem transferências via Pix, alegando cobrança de “taxas administrativas” e “processamento eletrônico”.
Sem pagamento
O Ministério da Fazenda reforçou que não existe qualquer cobrança de taxa para participar do Novo Desenrola Brasil. A orientação é que os consumidores procurem diretamente os bancos e instituições financeiras onde possuem dívidas para negociar as condições de pagamento.
“O Ministério da Fazenda alerta que não existe cobrança de taxa para participar do Novo Desenrola Brasil. Os interessados devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras com as quais possuem dívidas para verificar as condições de renegociação. No programa, as renegociações podem incluir redução de juros e descontos sobre o valor das dívidas”, disse a nota.
Desenrola
O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil no dia 4 de maio. A proposta mira principalmente pessoas com renda de até cinco salários mínimos, público considerado mais vulnerável e com menor capacidade de negociação direta com credores.
O Desenrola 2.0 prevê uma janela de aproximadamente três meses para adesão e quitação das dívidas, com o objetivo de estimular acordos em curto prazo.
Entre os débitos que poderão ser renegociados estão:
- cartão de crédito
- cheque especial
- crédito rotativo
- crédito pessoal sem garantia
- dívidas do Fies
A prioridade são as dívidas com juros mais altos, que pressionam o orçamento das famílias. Em contrapartida, empréstimos imobiliários e consignados devem ficar de fora nesta fase inicial.
Outra medida prevista é a utilização até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas. A regra também deve ser restrita a trabalhadores dentro do limite de renda do programa.


