POLÍTICA
Jornalista é investigado após dizer que evangélicos não deveriam votar
Polícia Civil do RS investiga Eduardo Bueno por discriminação religiosa

O jornalista Eduardo Bueno, conhecido popularmente como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por discriminação religiosa após publicar um vídeo afirmando que evangélicos não deveriam ter direito ao voto.
A decisão foi confirmada na quinta-feira, 07, e o caso agora será encaminhado ao Ministério Público, que irá avaliar os próximos passos da investigação.
Vídeo gerou investigação da Polícia Civil
A gravação foi publicada nas redes sociais em 28 de janeiro de 2026. No conteúdo, Eduardo Bueno afirma que evangélicos não deveriam votar e diz ainda que eles deveriam permanecer nos cultos, “pastando junto com o pastor”.
As imagens acabaram sendo retiradas do ar após determinação judicial, depois de uma representação feita pela Polícia Civil gaúcha.
Durante depoimento às autoridades, o jornalista optou por permanecer em silêncio.
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Defesa cita liberdade de expressão
Em nota, a defesa de Eduardo Bueno afirmou que as declarações aconteceram “dentro dos limites legais do exercício da liberdade de expressão e da manifestação do pensamento”.
Os advogados também sustentam que a fala tinha “finalidade jocosa” e classificaram o episódio como uma “crítica abstrata”, negando que tenha existido preconceito religioso.
Segundo a defesa, o indiciamento deverá ser questionado judicialmente.
Jornalista reagiu nas redes sociais
Após o indiciamento, Eduardo Bueno publicou um vídeo em seu perfil no Instagram afirmando que há delegado que “quer mídia” e informou que se pronunciaria de forma mais ampla sobre o caso nesta sexta-feira, 08.
Polêmica anterior envolveu morte de ativista conservador
Essa não é a primeira vez que o jornalista se envolve em uma controvérsia pública. Em setembro de 2025, Eduardo Bueno foi alvo de críticas após comentar a morte do ativista conservador americano Charlie Kirk, assassinado nos Estados Unidos.
Na ocasião, ele afirmou que era “terrível um ativista ser morto por ideias, exceto quando é Charlie Kirk”. Durante o vídeo, o jornalista aparece sorrindo e batendo palmas.
Depois da repercussão negativa, Bueno publicou novos vídeos tentando explicar a declaração. Em um deles, afirmou que errou “na forma” ao comentar a morte de uma “figura horrorosa e desprezível”, mas negou ter comemorado o assassinato.
“Eu não festejei o assassinato dele e nem louvei o assassino. O que eu quis dizer, e digo de novo porque acredito nisso e repito: o mundo fica melhor sem determinadas pessoas. E o mundo, na minha opinião, ficou melhor sem a presença desse cara”, declarou.
Na sequência, o jornalista reconheceu que o momento e o tom utilizados foram inadequados.
“O problema é que eu disse isso no dia da morte dele (…), e o tom, a forma, foram totalmente inapropriados. Admito isso, plenamente”, completou.
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