BAHIA
Mãe Bernadete: Jerônimo Rodrigues se manifesta após condenação de réus
Governador da Bahia se manifestou após júri oficial terminar na terça-feira, 14

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), celebrou o resultado do julgamento que condenou Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, encerrado na terça-feira, 14.
O chefe do Executivo baiano, em postagem nas redes sociais, disse que a condenação de 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, e 29 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, a Arielson e Marílio, respectivamente, representou uma "vitória da justiça e um marco no combate à impunidade em nosso estado".
"Esse desfecho é reflexo do trabalho rigoroso de investigação da Polícia Civil, que apresentou provas cabais para que o Judiciário pudesse aplicar o rigor da lei aos autores do crime", escreveu o governador na postagem.
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Acompanhamento
No texto, Jerônimo afirmou que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), por determinação dele, acompanhou integralmente a sessão do júri, "manifestando nossa solidariedade à família e à comunidade, além de reafirmar o compromisso do Governo com as políticas de proteção aos povos tradicionais".
Ele ressaltou ainda que o Estado da Bahia viabilizou um acordo extrajudicial histórico para indenizar os familiares.
"Mais do que uma medida de reparação pelos graves fatos ocorridos, essa ação simboliza nosso compromisso absoluto com a memória e com a não repetição de crimes que ferem os direitos humanos na Bahia", afirmou o petista.
A condenação dos executores de Mãe Bernadete representa uma vitória da justiça e um marco no combate à impunidade em nosso estado. Esse desfecho é reflexo do trabalho rigoroso de investigação da Polícia Civil, que apresentou provas cabais para que o Judiciário pudesse aplicar o…
— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) April 15, 2026
Relembre o caso
Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023, na comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Ela foi morta dentro da própria casa, na presença de três netos. Reconhecida como uma das principais lideranças quilombolas da Bahia, atuava na defesa do território e contra a presença do tráfico de drogas na região.
As investigações apontaram que essa atuação pode ter motivado o crime.
Arielson é apontado como executor do crime, e Marílio foi identificado como mandante — ele está foragido e foi representado por um advogado no julgamento.
Já outros três denunciados, Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus, ainda serão submetidos a julgamento.
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