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CRISE NO GOVERNO LULA?

Ministros de Lula entram em conflito após atos de indígenas

Governo revogou plano de hidrovias na Amazônia após mobilização

Yuri Abreu
Por
| Atualizada em
Ministros Guilherme Boulos e Sônia Guajajara (ao centro)
Ministros Guilherme Boulos e Sônia Guajajara (ao centro) -

Três ministros do governo Lula (PT) entraram em conflito após os atos indígenas no Pará, que terminaram na segunda-feira, 23, após o Palácio do Planalto confirmar a revogação do decreto 12.600, que previa a desestatização de rios estratégicos da Amazônia para a criação de hidrovias.

A decisão foi anunciada após um mês de resistência e tensão em Santarém, no oeste do estado. A medida interrompe o plano de concessão dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, pauta que uniu 1.200 lideranças indígenas.

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Antes disso, a mediação do conflito levou a uma queda de braço que colocou, de um lado, Guilherme Boulos e Sonia Guajajara, e Silvio Costa Filho, do outro.

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O ministro de Portos e Aeroportos defendia a manutenção do decreto que previa a inclusão dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização. Por sua vez, Boulos e Guajajara apoiavam os indígenas e ribeirinhos.

Desocupação

Costa Filho chegou a divulgar uma nota afirmando que a licitação de dragagem do rio Tapajós, outro ponto de protesto dos indígenas, estava suspensa, mas que “atos que gerem violência, invasões ou ocupações irregulares são ilegais e não serão tolerados”.

Porém, conforme o colunista Guilherme Amado, do PlatôBR, manifestantes afirmaram que só desocupariam o porto da Cargill, também em Santarém, depois que a revogação do decreto fosse publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A decisão do governo foi publicada na edição desta terça-feira, 24, do Diário.

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Guilherme Boulos indígenas Lula Pará Silvio Costa Filho Sonia Guajajara

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