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POLÍTICA

Moraes é novamente alvo de ofensiva do PL com pedido de impeachment

Deputados acusam ministro do STF de abuso de autoridade, censura e violação à liberdade de expressão e imunidade parlamentar

Redação

Por Redação

06/08/2025 - 6:59 h | Atualizada em 06/08/2025 - 8:03
Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes -

Um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi protocolado no Senado, nesta terça-feira, 5, por cinco deputados do Partido Liberal (PL).

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Conforme apuração da CNN, a iniciativa foi liderada pelo deputado Hélio Lopes (PL-RJ), que realizou um protesto silencioso em frente ao Supremo em julho, e conta com o apoio dos parlamentares Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT).

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Os parlamentares acusam Moraes de crime de responsabilidade, abuso de autoridade, improbidade administrativa, censura e violação às garantias constitucionais de liberdade de expressão e imunidade parlamentar.

Os autores ainda alegaram que foram alvo de perseguição política por parte do ministro e que a decisão que determinou a retirada de sua manifestação pacífica foi “arbitrária e ilegal”.

No fim de julho, Hélio Lopes tentou montar um acampamento na Praça dos Três Poderes e anunciou uma “greve de silêncio” em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à proposta de anistia aos réus dos atos de 8 de janeiro.

Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a remoção do acampamento, proibiu novos protestos na área e autorizou a prisão em flagrante dos envolvidos em caso de resistência. A decisão foi fundamentada na ligação do ato com os acampamentos golpistas que antecederam os ataques às sedes dos Três Poderes em 2023.

Na decisão, o ministro disse que “não se negocia o Estado Democrático de Direito” e citou a omissão de autoridades nos protestos que culminaram nos atos de 8 de janeiro.

Para os deputados, a decisão foi uma “violação direta aos direitos constitucionais de liberdade de expressão”. Argumentam que a manifestação foi pacífica e simbólica, sem incitação à violência ou ameaça à ordem pública.

A justificativa dos deputados também menciona a inclusão de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, nos Estados Unidos, por supostas violações de direitos humanos e perseguição política. Para os parlamentares, o episódio comprova que o ministro “perdeu legitimidade moral e jurídica”.

O ministro Alexandre de Moraes já é alvo de ao menos 30 pedidos de impeachment que tramitam no Senado. Cabe agora à Casa processar e julgar ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade.

A abertura do processo depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, até o momento, não se manifestou sobre o novo pedido.

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Alexandre de Moraes Impeachment Senado

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