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Prisão domiciliar impede Bolsonaro de participar do 7 de Setembro

Michelle Bolsonaro deve ocupar papel central em mobilização bolsonarista na Avenida Paulista

Luan Julião
Por
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar há mais de um mês, não participará das celebrações do 7 de Setembro em 2025. Será apenas a segunda vez, desde que se tornou a principal figura da direita brasileira, que ele ficará ausente das manifestações ligadas ao Dia da Independência.

Este ano, a organização da mobilização bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, ficou sob a liderança do pastor Silas Malafaia. Sem Bolsonaro no palanque, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve ocupar o espaço de maior destaque no ato.

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A primeira ausência do ex-chefe do Executivo ocorreu em 2023, quando seus apoiadores optaram por boicotar as comemorações oficiais. Naquele momento, grupos ligados ao bolsonarismo convocaram seguidores a permanecerem em casa, em protesto contra a derrota eleitoral de 2022.

Prisão domiciliar e restrições impostas

A medida que mantém Bolsonaro em casa foi decretada em 4 de agosto, sucedendo decisões anteriores que já o obrigavam a usar tornozeleira eletrônica e a cumprir horários restritos de circulação desde 18 de julho.

Um dia antes da detenção, o ex-presidente chegou a participar virtualmente de um ato bolsonarista ao lado do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A transmissão foi divulgada nas redes sociais por seus filhos, os senadores Flávio (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), mas as publicações acabaram apagadas.

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Segundo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro desrespeitou medidas cautelares que incluíam a proibição de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Em 2024, antes da prisão domiciliar, Bolsonaro esteve na Avenida Paulista para marcar o 7 de Setembro com um discurso em que voltou a atacar Moraes. Na ocasião, chamou o ministro de “ditador” e afirmou que ele fazia mais mal ao Brasil do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Inelegibilidade confirmada

Desde outubro de 2023, Bolsonaro cumpre pena de inelegibilidade por oito anos, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tribunal entendeu que ele abusou do poder político e econômico ao transformar as celebrações do Bicentenário da Independência, em 2022, em um ato de campanha.

Julgamento no STF em andamento

Além das restrições políticas e judiciais, Bolsonaro é alvo de outro processo que segue em análise. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta terça-feira (9/9), o julgamento da Ação Penal 2668, que investiga uma suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente e mais sete réus.

O rito começou com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes e a sustentação da acusação feita pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a condenação de Bolsonaro e de seus aliados. Parte da defesa também já se manifestou.

A próxima etapa será a apresentação dos votos dos ministros, iniciando por Moraes.

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