POLÍTICA
Roberta Roma justifica voto a favor de texto que pede fim da escala 6x1
Partido da deputada, o PL, deu apenas 5 das 106 assinaturas possíveis para o projeto
Por Fernando Valverde

O texto que versa pelo fim da escala 6x1, protocolado pela deputada Érika Hilton (Psol-SP) na última terça-feira, 25, tem sido alvo de debates intensos no Congresso Nacional.
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Visto como uma das prioridades do Governo Lula, a proposta tem achado bastante restrição entre a oposição, sobretudo aos parlamentares que ainda são fiéis ao grupo político do ex-presidente, Jair Bolsonaro.
A proposta, que contou com 234 assinaturas, teve a adesão de apenas 5 dos 106 deputados do PL, entre eles a deputada Roberta Roma (PL-BA), esposa do ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro e presidente do partido no estado, João Roma.
Em contato com a reportagem de A TARDE, a deputada afirmou que a sua adesão ao texto, mesmo com o parco apoio do grupo político que faz parte, é pautada pelo "equilíbrio" nas relações de trabalho.
"Cada vez mais vemos estudos mostrando a importância de aliar trabalho e qualidade de vida. O trabalhador tem que ser um aliado do mercado, e é importante haver esse equilíbrio para que tenhamos pessoas mais felizes, satisfeitas e produtivas. Por isso, eu acredito e defendo que temos que encontrar nessa relação entre empregador e empregado um limiar, um consenso", pontuou.
"A escala ideal que eu acredito é aquela em que há estabilidade, de forma equitativa, sem comprometer os resultados e o rendimento da atividade laboral e, muito menos, a saúde emocional, psicológica e física de quem constrói essa resposta, esse rendimento, humanizando, aproximando e harmonizando, portanto, esta relação".
Caminho para a aprovação
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) propõe reduzir a jornada para oito horas diárias e 36 horas semanais, o que equivale a quatro dias de trabalho e três de folga por semana.
Seguindo o rito constitucional, o texto da proposta será agora enviado para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ), que ainda não foi instalada, após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinar o envio.
De acordo com Hilton, autora do projeto, uma reunião com Motta está marcada para depois do Carnaval para a discussão da PEC e a deputada espera que a casa "tenha a coragem" para debater o tema.
Caso seja aprovado na CCJ, o texto passará ainda pelo crivo de uma comissão especial para sua análise, que deve ser criada pelo presidente. Após a aprovação nessa instância, o texto, enfim, segue para a votação na Câmara.
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