NOME MANTIDO
Mesmo preso, Avante mantém candidatura de Binho Galinha: "Justiça que resolva"
Deputado foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão no dia 9 de julho


O presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, reafirmou publicamente que vai manter a palavra e garantir a legenda para que o deputado estadual Binho Galinha dispute as próximas eleições pela sigla.
Ao comentar a situação jurídica do parlamentar, alvo de investigações do Ministério Público e de decisões judiciais em primeira instância, Carletto buscou desvincular a sigla das acusações e transferir a responsabilidade sobre a viabilidade da candidatura às instâncias legais.
"Eu não debato palavras que eu assumo. Binho Galinha, quando veio para o Avante, não tinha nenhum problema com a Justiça. Hoje ele tem problema com a Justiça, e ela que resolva", declarou o dirigente partidário.

Candidatura de Binho Galinha segue respaldada
De acordo com Carleto, o partido realizou um levantamento recente da situação legal do deputado para avaliar as condições formais da postulação. O presidente da legenda assegurou que, do ponto de vista burocrático e eleitoral, a candidatura do parlamentar segue respaldada.
"Ele tem hoje uma condenação em primeira instância. Eu tirei todas as certidões esta semana e ele está apto a disputar a eleição", frisou o dirigente, enfatizando que não vai voltar atrás em compromissos firmados internamente na sigla.
Ele ainda acrescentou:
Eu vou garantir minha palavra, porque eu nunca falhei com ela. Ele vai ter a legenda dele
Partido x Judiciário: Carletto diz que partido não atuará como tribunal
Ao encerrar as declarações, Ronaldo Carletto fez questão de sublinhar a separação entre o papel político da agremiação e a esfera de atuação do Poder Judiciário e dos órgãos de fiscalização.
"Essa questão não é questão do Avante. É questão da Justiça, é do Ministério Público e é da Justiça Eleitoral", disse Carletto, destacando que o partido não vai atuar como tribunal sobre a conduta individual dos filiados.
Binho Galinha é condenado a 36 anos e 9 meses de prisão
O deputado estadual Binho Galinha (Avante) foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão após decisão proferida em julgamento da Vara Criminal de Feira de Santana na tarde desta quinta-feira, 9 de julho.
A sentença considerou o parlamentar culpado por crimes relacionados à posse irregular e adulterado de armas de fogo.
Na decisão, a juíza afirmou que foram encontrados armamentos e munições em diferentes imóveis vinculados ao parlamentar.
A sentença cita, entre os materiais apreendidos:
- um fuzil Taurus T4 calibre 5,56;
- uma pistola Taurus calibre .380;
- revólver calibre .38;
- espingardas calibre .22;
- calibre 12, além de armas com sinais de adulteração, numeração suprimida ou registro em nome de terceiros.
A magistrada entendeu que a condição de Binho Galinha como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) não afastava a tipicidade das condutas.
Para a Justiça, a autorização administrativa não permite manter armas e munições em locais diversos dos declarados aos órgãos de fiscalização, nem conservar armamentos sem registro ou adulterados.