FRAUDE FINANCEIRA
Rui Costa diz que escândalo do Banco Master tem raiz no governo Bolsonaro
Ministro afirmou que corrupção começou após troca do comando do Banco Central

O ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), afirmou na segunda-feira, 23, que o escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master começou no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsável pela indicação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto em 2019.
Durante entrevista à TV Record, o petista disse que o que se vê neste momento são o que chamou de “disputas de narrativas falsas” relacionadas ao caso e que é necessário ir à raiz do problema para culpar as pessoas certas.
É preciso fazer uma pergunta: em que momento foi autorizado que Daniel Vorcaro comprasse um banco e virasse banqueiro? Para alguém virar banqueiro, não basta fazer um contrato, pois o Banco Central precisa autorizar
Na ocasião, o ministo citou uma mudança de postura do Banco Central no governo Bolsonaro. Antes, segundo ele, a instituição havia vetado que o banqueiro comprasse o Banco Master, mas, após a gestão de Campos Neto, o entendimento foi alterado.
Vorcaro assumiu o controle do então Banco Máxima em 2018, finalizando a reestruturação e transformando-o no Banco Master entre 2019 e 2021.
“Em fevereiro de 2019, Vorcaro teve o pedido de compra do banco negado pelo Banco Central, que viu que ele não tinha dinheiro. Em outubro do mesmo ano, quando Campos Neto assumiu, mudou-se o parecer e a instituição autorizou ele a comprar o banco”, afirmou Rui.
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O ministro questionou ainda o motivo da mudança de postura e afirmou que, nos anos seguintes, o que se viu foi o banco “dobrando de tamanho todos os anos”.
Papel do governo Lula
Segundo Rui, foi apenas em janeiro de 2025, quando Gabriel Galípolo assumiu a presidência do Banco Central, que as fraudes começaram a ser identificadas.
De acordo com o ministro, o dirigente indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a liquidação do banco após constatar irregularidades.
“Lula indicou Gabriel Galípolo. Assim que ele assumiu, começou a enxergar problemas no balanço e montou uma auditoria, que constatou as irregularidades. Gabriel Galípolo foi responsável pela fiscalização e liquidação do Banco Master”, disse.
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