REAÇÃO
Tarifaço: Alckmin diz que Lei pode acelerar negociação com EUA
Presidente Lula autorizou processo para iniciar consultas para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica
Por Redação

A autorização do processo para iniciar consultas para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos pode ajudar nas negociações sobre o tarifaço. Essa é a avaliação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
"Espero que isso ajude a acelerar o diálogo e a negociação, que é o que o presidente Lula tem nos orientado. Primeiro, soberania nacional, o país não abre mão da sua soberania. No estado democrático, os poderes são separados. De, outro lado, diálogo e negociação. Essa é a disposição do Brasil", disse Alckmin nesta quinta-feira (28).
O vice-presidente cumpre agenda no México, junto de uma comitiva para buscar acordos com país visando alternativas ao tarifaço para os setores brasileiros impactados.
Alckmin lembrou sobre a Lei da Reciprocidade- aprovada pelo Congresso Nacional em 2 de abril e sancionada em 15 de julho - e reforçou a parceria centenária entre os países.
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"Nos precisamos lembrar que temos 201 anos de parceria e amizade com os EUA e temos uma boa complementariedade econômica. [...] Essa é a logica do comercio exterior, quem ganha é o conjunto da sociedade, que tem produtos mais baratos que beneficiam a sociedade", afirmou.
Questionado se haveria alguma reunião marcada com sua contraparte americana nos próximos dias ou semanas, Alckmin afirmou: "Ainda não, mas eu tendo, avisarei".
Reciprocidade
A medida autorizada pelo presidente Lula, acontece em resposta às tarifas de 50% aplicado aos produtos brasileiros, colocado em prática no início deste mês, após determinação do presidente norte-americano, Donald Trump.
O Itamaraty, sob orientação da Presidência e em conjunto com outros ministérios, notificou a Camex para produzir, em até 30 dias, um relatório técnico analisando se as medidas americanas se enquadram na lei.
Caso a Camex conclua haver possibilidade de aplicação, será instalado um grupo específico para sugerir contramedidas econômicas, que podem incluir retaliações no comércio de bens, serviços e propriedade intelectual.
O Itamaraty já iniciou uma análise preliminar e comunicará oficialmente os Estados Unidos nesta sexta-feira, 29. O aviso abre espaço para que Washington se manifeste, permitindo diálogo e negociação diplomática.
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