JUDICIÁRIO
Uberização e redução da pena de Bolsonaro serão prioridades do STF
Suprema Corte deve julgar temas após o recesso do judiciário


Os aguardados julgamentos sobre a relação de trabalho entre motoristas de aplicativos e plataformas digitais, conhecida como “uberização”, e sobre a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro ficarão para o segundo semestre.
O Supremo Tribunal Federal (STF) entrou em recesso na última quinta-feira, 2, e só deve voltar a analisar os temas a partir de 3 de agosto, quando as atividades da Corte serão retomadas.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, já incluiu os dois assuntos na pauta dos primeiros julgamentos do segundo semestre.

Uberização
O processo que discute o vínculo empregatício entre motoristas, entregadores e plataformas digitais chegou a ser incluído na pauta de junho, mas foi retirado por Fachin.
A decisão ocorreu após a aprovação de uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os direitos e deveres dos trabalhadores de plataformas digitais. O ministro determinou que as partes se manifestem sobre a nova regulamentação antes que o caso volte a julgamento.
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Ao fim do julgamento, a decisão do STF valerá para todo o país e estabelecerá uma orientação nacional sobre o tema.
Dosimetria
O julgamento da lei aprovada pelo Congresso Nacional que reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de Estado está entre os mais aguardados do segundo semestre no STF. A norma beneficia, entre outros réus, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em maio, o relator dos processos da trama golpista, ministro Alexandre de Moraes, suspendeu os efeitos da lei até que o plenário decida sobre sua validade.
Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Supremo defendendo a derrubada da suspensão.


