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Vereador preso em operação foi condenado à morte e perdoado pelo PCC

Defesa de Senival Moura afirmou ter recebido "com profunda indignação" decretação da prisão

Yuri Abreu
Por
Vereador de SP, Senival Moura (PT)
Vereador de SP, Senival Moura (PT) - Foto: Richard Lourenço | Rede Câmara

O vereador de São Paulo, Senival Moura (PT), preso na quinta-feira, 25, durante a Operação Última Parada, teria sido condenado à morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

A conclusão consta nos documentos apresentados à Justiça pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no âmbito da operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio da empresa de ônibus Transunião.

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No entanto, o petista acabou perdoado em razão de sua influência política e capacidade de ressarcir parte dos prejuízos financeiros atribuídos a ele pelos criminosos.

Investigação

Segundo os agentes, a crise começou após integrantes da facção passarem a desconfiar da administração financeira de Adauto Soares Jorge, então diretor-presidente da Transunião e apontado pelas autoridades como representante de Senival na empresa.

Em março de 2020, Adauto Soares Jorge foi morto a tiros no estacionamento de uma padaria no bairro do Lajeado, na Zona Leste de São Paulo.

Desvio de recursos

De acordo com o Ministério Público, integrantes do PCC descobriram que Adauto supostamente desviava recursos da empresa para abastecer um "caixa dois" destinado à campanha de reeleição de Senival em 2020 e, ao mesmo tempo, deixava de fazer repasses que seriam de interesse da facção. Os documentos afirmam que a situação desencadeou uma ruptura de confiança entre os envolvidos.

Diante da suspeita de desvios, o operador do PCC, Leonel Moreira Martins, conhecido como "Cabeça Branca", teria sido encarregado de resolver a questão por meio de um "debate" — nome dado pela facção aos seus julgamentos internos, conhecidos como "tribunal do crime".

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Segundo o MP, ao fim desse julgamento clandestino, tanto Adauto quanto Senival teriam sido "condenados à morte" pelo PCC. No entanto, ele foi perdoado pela organização criminosa devido à sua influência política e pela possibilidade de ressarcir parte do prejuízo apontado pelos integrantes da facção.

Em contrapartida, Senival teria sido obrigado a concordar com a execução de Adauto, apontado pelas autoridades como seu principal representante na Transunião.

Reação

Em nota publicada em suas redes sociais, a defesa do vereador afirmou ter recebido "com profunda indignação" a notícia da decretação da prisão temporária dele no âmbito das investigações.

"A medida causa enorme surpresa, sobretudo porque foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos e exige que todos os fatos sejam rigorosamente esclarecidos pelas autoridades competentes", diz um trecho do documento.

O vereador reafirmou que confia na Justiça e tem "absoluta convicção" de que, ao longo da investigação, "ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte".

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Operação Última Parada PCC São Paulo vereador

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