MOBILIDADE
Obras do VLT podem mudar rotina na Avenida 29 de Março em Salvador
Consórcio responsável deve começar a instalação de subestações de energia

A Prefeitura de Salvador, por meio da Superintendência de Obras Públicas (Sucop), firmou um acordo para garantir o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que está sendo construído pelo governo da Bahia, na Avenida 29 de Março. A intervenção faz parte do Trecho 3 do projeto, que vai ligar Águas Claras a Piatã.
Na prática, o documento autoriza o consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Mota Engil, OHLA e MEIR, após aval do governo estadual, a realizar intervenções na via para instalar subestações de energia, estruturas essenciais para o funcionamento do sistema.
Em contrapartida, as empresas ficam obrigadas a recuperar completamente as áreas afetadas após os serviços, incluindo asfalto, calçadas, drenagem e possíveis danos em redes de saneamento.
O acordo tem validade de 12 meses, a partir de 1º de abril deste ano, período em que as intervenções poderão ser realizadas.
Obras podem impactar o trânsito
Para executar os serviços, será utilizado o método de vala aberta, que envolve a escavação do pavimento.
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Esse tipo de intervenção pode causar impactos no trânsito e na circulação de pedestres, principalmente em uma via de grande movimento como a Avenida 29 de Março.
Apesar disso, o documento não informa quando as obras terão início.
Avanço do VLT
Com investimento de R$ 791 milhões, o Trecho 3 do VLT Águas Claras–Piatã terá cerca de 10,5 km de extensão e nove paradas ao longo do percurso.
O trecho é considerado estratégico porque vai permitir a integração com outros modais de transporte:
- conexão com a Linha 1 do metrô e o terminal de ônibus na Estação Águas Claras
- ligação com a Linha 2 do metrô na Estação Bairro da Paz
A previsão é que as obras desse trecho sejam concluídas até 2028. O prazo total de execução é de 50 meses, contados a partir da ordem de serviço assinada em 2024.
Enquanto isso, outros trechos do VLT, como o do Subúrbio, devem iniciar testes técnicos já no primeiro semestre de 2026.
Qual será o preço da passagem do VLT?
Embora o valor ainda dependa de reajustes, o governo da Bahia já informou que a tarifa será equivalente à do metrô. Atualmente, a passagem do metrô custa R$ 4,10.
O principal benefício será a integração com outros modais. Com o uso do cartão de transporte, o passageiro poderá trocar entre VLT, metrô e BRT dentro do tempo permitido sem pagar uma nova tarifa.
Quais são os trajetos do VLT?
O sistema completo terá cerca de 36 km e 34 paradas, dividido em três trechos:
- Lote 1 (Ilha de São João – Calçada): trecho mais avançado, aproveitando a antiga linha férrea. Inclui previsão de extensão até o Comércio, próximo ao Mercado Modelo;
- Lote 2 (Paripe – Águas Claras): ligação direta entre o Subúrbio e a região da BR-324, com integração ao metrô;
- Lote 3 (Águas Claras – Piatã): conecta o sistema à orla, passando pela Avenida Orlando Gomes.
VLT além de Salvador: transporte pode chegar a Alagoinhas
O governo da Bahia, por meio da Companhia Baiana de Transporte (CTB), encomendou estudos para viabilizar a possibilidade do modal chegar até a cidade de Alagoinhas, no nordeste baiano.
Sendo assim, os trechos ficariam da seguinte forma:
- Trecho 1A: Águas Claras - Simões Filho;
- Trecho 2: Mapele - Camaçari;
- Trecho 2A: Mapele – Porto;
- Trecho 3: Camaçari - Alagoinhas.
As informações constam em um projeto do próprio governo estadual disponibilizado no projeto do Novo PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento), sob batuta do governo federal.
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