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Rodoviários iniciam Operação Tartaruga na próxima semana com chance de greve; entenda

Assembleia que ocorreu na manhã desta quinta-feira, 30, atrasou a saída dos ônibus das garagens

Victoria Isabel e Luiza Nascimento
Por Victoria Isabel e Luiza Nascimento

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Rodoviários realizam assembleia
Rodoviários realizam assembleia - Foto: Victoria Isabel | Ag. A Tarde

Salvador enfrentou um atraso na saída de ônibus das garagens na manhã desta quinta-feira, 30, devido à realização de uma assembleia que trata reivindicações trabalhistas. Ficou decidido que, como forma de protesto, os rodoviários irão trabalhar com a Operação Tartaruga na próxima semana, reduzindo intencionalmente o ritmo de trabalho.

Ainda não foi definido se a mudança ocorrerá segunda, 4, ou terça-feira, 5, mas em entrevista ao portal A TARDE, o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, explicou como os trabalhadores irão atuar.

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"A gente vai cumprir o que a lei diz, o Código de Trânsito Brasileiro que é que os ônibus devem andar à direita. A gente vai colocar todos os ônibus, ande na direita, fique na direita e pare em todos os pontos. A gente vai mostrar que o trânsito dessa cidade flui pelo malabarismo dos rodiviários", explicou.

O que pode levar à greve em Salvador?

A Operação Tartaruga servirá como um alerta para uma possível greve, que também não foi descartada. Segundo Primo, o sidicato, juntos aos trabalhadores têm realizado reinvidicações, seguindo todos os trâmites legais, para que a situação seja resolvida sem maiores transtornos.

No entanto, caso os pedidos não sejam atendidos, a paralisação por tempo indeterminado é uma possibilidade.

"A gente pode correr com todos os trâmites de greve, mas se for preciso, iremos fazer outra assembleia e pedir autorização mais uma vez aos trabalhadores. Acredito que sim, mas esperamos que não [tenha greve], mas os empresários só respeitam quando acontece isso. É uma falta de respeito à população de Salvador", disparou Primo.

Já houve a primeira assembleia de aprovação de pauta, que seguirá da entrega do texto no prazo, depois há necessidade do cumprimento de um calendário de negociação

  • Pauta segue para o Ministério Público do Trabalho (MTE)
  • Texto vai para a Justiça
  • Publicação de um edital de aviso à população
  • Aviso aos donos das empresas

"Se tudo isso que a gente fez não chegar a um acordo, a gente vê ainda que não teve outro caminho, os empresários empurram a gente para a greve", explicou.

Também à reportagem, o presidente do sindicato, Daniel Mota, também defendeu a possibilidade de adotar um estado de greve.

"O que nos leva a fazer uma greve na cidade de Salvador é a falta de respeito dos poderes públicos e a Secretaria de Mobilidade e as empresas de ônibus. E há 30 dias que a gente teve quatro reuniões feitas e os empresários em nenhum momento avançou absolutamente nada", relatou.

Vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo
Vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo | Foto: Victoria Isabel | Ag. A Tarde

Leia Também:

Entenda as reivindicações

As reivindicações principais giram em torno da campanha salarial, que anualmente encontra dificuldades na negociação. Desta vez

  • Reajuste salarial com a reposição inflacionária com mais 5% de ganho real
  • Ticket de R$ 35 com 30 bilheres no mês
  • Fim da jornada excessiva de trabalho

"Tem um ponto muito crucial que a gente não abre mão de discutir, que são as cargas horárias impostas pela Prefeitura que entrega às empresas. O trabalhador está doecendo a questão de saúde, tanto física e mental dos trabalhadores", lamentou o vice-presidente.

Já Daniel Mota defendeu a possibilidade da escala 6x1, pontuando o impasse que tramita em esfera nacional.

"A gente tá sonhando com a questão do fim da jornada 6x1, que o motorista cobrador termina ganhando um dia de folga, mas tá um debate no Congresso Nacional. Mas aqui em Salvador, nós vamos trabalhar com a ideia e redução da jornada, que o motorista cobrador tá doente por questões de cargas excessivas", ressaltou Mota.

Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota
Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota | Foto: Victoria Isabel | Ag. A Tarde

Paralisação desta quinta-feira

Com a assembleia, as duas maiores garagens do sistema atrasaram a saída dos ônibus, resultando em 510 veículos parados.

As intervenções aconteceram nas G1 e G2 Plataforma, localizada em Praia Grande e na G1 OT Trans, em Campinas de Pirajá. No total são 11 garagens.

Os ônibus voltaram a circular por volta das 8h.

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