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CRIATIVIDADE E SEGURANÇA

Empreendedorismo feminino é chave para romper ciclos de violência, dizem especialistas

Programação do Mulheres em Pauta, realizado pelo Grupo A TARDE, promoveu debate sobre automia feminina

Agatha Victoria Reis e Isabela Cardoso
Por Agatha Victoria Reis e Isabela Cardoso
Conferência Mulheres em Pauta
Conferência Mulheres em Pauta -

Durante a Conferência Mulheres em Pauta, promovida pelo Grupo A TARDE nesta terça-feira, 17, especialistas discutiram como o empreendedorismo pode representar uma saída para mulheres que vivem em ciclos de violência.

Nos últimos anos, os processos relacionados ao crime cresceram 3,49%, evidenciando o risco enfrentado por milhares de brasileiras. Segundo Janaína Neves, representante do Sebrae, a instituição tem atuado no fortalecimento da autonomia financeira feminina.

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“A gente trabalha primeiro o reconhecimento de si mesma. Fazemos com que essa mulher acredite na própria capacidade. Depois começamos a abordar questões relacionadas à gestão de negócios, como abrir um pequeno empreendimento e identificar em que área ela tem aptidão”, explicou a gestora.

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Ela destacou ainda o programa Sebrae Delas, iniciativa voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade.

Janaína Neves, representante do Sebrae
Janaína Neves, representante do Sebrae | Foto: CLARA PESSOA/AG. A TARDE

“O programa atende tanto mulheres que empreendem por sobrevivência quanto aquelas que buscam independência financeira. A ideia é desenvolver o potencial empreendedor e fortalecer a autoconfiança”, afirmou.

Desafios no combate à violência

Apesar das políticas públicas existentes, o enfrentamento da violência doméstica em Salvador ainda enfrenta obstáculos. A secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, Fernanda Lordelo, afirma que o combate à violência exige mobilização social e investimentos contínuos.

“O nosso maior desafio é fazer com que a comunidade, com o apoio da mídia e da sociedade, reconheça e conheça as políticas públicas efetivas de combate à violência contra a mulher”, disse.

Fernanda Lordelo
Fernanda Lordelo | Foto: CLARA PESSOA/AG. A TARDE

Entre as iniciativas existentes na capital baiana estão três centros de referência de atendimento à mulher, que contam com equipes psicossociais, além da Casa da Mulher Brasileira, inaugurada em dezembro de 2023.

Segundo a secretaria, o espaço já realizou mais de 32 mil atendimentos, beneficiando cerca de 10 mil mulheres.

Autonomia financeira como proteção

A delegada Juliana Fontes, da Polícia Civil, ressaltou que a dependência financeira é um dos fatores que dificultam a denúncia e o rompimento com relações abusivas.

“Quando a mulher tem autonomia financeira, há uma maior facilidade para romper o ciclo da violência doméstica. Nas delegacias, contamos com equipes psicossociais que encaminham essas mulheres para serviços de assistência social, justamente para que elas possam buscar independência”, explicou.

A Polícia Civil também tem investido em ações educativas para melhorar o atendimento às vítimas. De acordo com a delegada, mudanças na formação dos agentes estão sendo implementadas por meio do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis.

Delegada Juliana Fontes
Delegada Juliana Fontes | Foto: CLARA PESSOA/AG. A TARDE

“Atualmente temos apenas 15 delegacias especializadas em atendimento à mulher em um estado com 417 municípios. Por isso, nosso objetivo é capacitar todos os policiais para oferecer acolhimento humanizado e escuta qualificada onde quer que a vítima procure ajuda”, afirmou.

Veja fotos do evento:

  • Empreendedorismo feminino é chave para romper ciclos de violência, dizem especialistas
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  • Conferência Mulheres em Pauta
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  • Delegada Juliana Fontes
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  • Fernanda Lordelo
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  • Janaína Neves, representante do Sebrae
    Janaína Neves, representante do Sebrae |
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