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SOCORRO

Aplicativo gratuito ajuda identificar sintomas do AVC e a procurar ajuda

Atendimento rápido pode ajudar a evitar sequelas da doença que mata mais de 80 mil brasileiros por ano

Ana Cristina Pereira

Por Ana Cristina Pereira

19/01/2026 - 4:32 h
Dor de cabeça intensa é um dos sintomas comuns do AVC: conhecimento e agilidade no atendimento são determinantes para salvar vidas
Dor de cabeça intensa é um dos sintomas comuns do AVC: conhecimento e agilidade no atendimento são determinantes para salvar vidas -

Conhecimento e agilidade no atendimento são determinantes para salvar vidas e reduzir as sequelas do Acidente Vascular Cerebral. Segundo os profissionais de saúde, identificar os primeiros sintomas e saber como agir, principalmente no pedido rápido de ajuda, fará toda a diferença e poderá impactar nos números preocupantes que fazem do AVC, juntamente com o infarto, as principais causas de mortes no país.

Atuando na área de comunicação e saúde há muitos anos, o jornalista Ricardo Bial sempre se surpreendeu, durante as campanhas de mobilização anuais de conscientização, com a falta de informações básicas sobre a doença. “As pessoas desconhecem os principais sintomas, não sabem quando ela ou alguém próximo está tendo um AVC”, afirma Bial, idealizador do aplicativo de celular AVC BR, desenvolvido pela Rede Brasil AVC.

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Disponível gratuitamente nas lojas de aplicativo do celular, a ferramenta ajuda os usuários a identificar o derrame, permite acionar ajuda e localizar a unidade de saúde mais próxima com suporte para atendimento nesses casos. O aplicativo disponibiliza a relação dos grandes centros especializados em AVC no Brasil, habilitados pelo Ministério da Saúde e certificados pela Rede Brasil AVC e Organização Mundial do AVC. “A janela terapêutica para um atendimento mais eficaz é muito curta, em torno de 4 horas”, reforça.

De fácil navegação, o aplicativo traz na tela principal os ícones Sintomas, Prevenção, Educação e Serviços e o link direto para ligar para o Samu, além de um teste básico desenvolvido pelo serviço de emergência para identificar o AVC, em apenas três passos: pedir para a pessoa sorrir, levantar os dois braços e repetir uma frase ou cantar uma música. Entre os principais sintomas, estão paralisia facial (boca torta), fraqueza ou dormência súbita, fala alterada ou confusa , dor de cabeça muito forte e repentina, alterações na visão, tontura e perda de equilíbrio.

Todo o país

A plataforma funciona por geolocalização e traz uma rede com 400 hospitais. No meu caso, que mora no bairro de Nazaré, as principais sugestões são o Hospital Santa Izabel ou o Roberto Santos, a depender se o atendimento será particular ou pelo SUS. “Não adianta você ir para qualquer hospital. A equipe precisa ser treinada para identificar, por exemplo, se é um AVC isquêmico ou hemorrágico ou se unidade tem um tomógrafo”, observa.

Segundo o jornalista, além de salvar vidas, o app quer chamar atenção para a necessidade da prevenção. E mudar o que chama de algoritmo negativo da doença. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil pessoas sofreram acidentes cardiovasculares em 2024 no país, número que deve se repetir em 2025, com mais de 85 mil mortes em decorrência de AVC. Vale destacar que o número de mortes vem superando as provocadas por infarto nos últimos anos. Na Bahia, até outubro passado, foram 2,7 mil mortes, sendo 344 em Salvador, com aumento de 3,30% em relação ao ano anterior.

E se a maioria das pessoas usa a tecnologia para se divertir e se informar, porque não utilizá-la nesse grave problema de saúde pública? O aplicativo traz jogos para quem está em recuperação e contatos de associações e entidades médicas. Segundo Bial, as informações são chanceladas por profissionais de várias áreas, como médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e nutricionistas.

O jornalista também destaca o link com o programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, já que muitas pessoas que sofrem um AVC têm comorbidades como hipertensão, colesterol alto e diabetes. Ou vão precisar de medicamentos para combater as sequelas.

Expansão

Esta é a segunda versão do aplicativo, que evoluiu de uma forma estática para recursos com mais interação e audiodescrição. Segundo Bial, o app não conta com publicidade e também não coleta dados dos usuários. “O próximo passo é colocarmos uma tela de vídeo e utilizarmos mais recursos da inteligência artificial”, pontua .

“Nossa expectativa é sensibilizar a população, os veículos de comunicação e o próprio Ministério da Saúde, para que ele invista no aplicativo. O AVC deveria ser a preocupação número 1 da sociedade”, reflete Bial, acrescentando que a prevenção traria uma redução de custos muito grande aos cofres públicos, já que os custos do tratamento é alto e o impacto na vida das famílias também.

O AVC ocorre quando os vasos que irrigam o cérebro são obstruídos (AVC isquêmico, mais comum) ou se rompem (AVC hemorrágico). A prevenção passa, sobretudo, pelo controle de fatores de risco modificáveis, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e sedentarismo.

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