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DOENÇA DEGENERATIVA

Conheça Esclerose Lateral Amiotrófica, doença que matou Eric Dane

Enfermidade costuma atingir pessoas entre 55 e 75 anos, afetando neurônios motores

Luiza Nascimento
Por
| Atualizada em
Imagem ilustrativa da imagem Conheça Esclerose Lateral Amiotrófica, doença que matou Eric Dane
Foto: Divulgação/Grey's Anatomy

Amorte do ator Eric Dane, astro de séries de destaque como "Grey's Anatomy" e "Euphoria", nesta quinta-feira, 19, reacendeu o alerta e a curiosidade sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA).

O artista, que tinha 53 anos, revelou o diagnóstico em abril de 2025 e, desde então, realizou algumas aparições públicas e, em cada uma delas era possível ver o avanço da doença degenerativa.

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Entenda a ação da doença

A principal característica da ELA é o comprometimento dos movimentos de forma progressiva, podendo acontecer lentamente ou rapidamente, dependendo do estágio e tipo da doença e também do tratamento.

Em entrevista ao Portal A TARDE, Ana Flávia Freire, neurologista do Hospital da Bahia e da AMO explicou como a doença age.

"É uma doença neurodegenerativa que afeta os neurônios motores, ou seja, todo estímulo motor é comprometido progressivamente com essa doença", explicou a médica.

A enfermidade, que atinge a medula espinhal, atrofia os músculos pois afeta os neurônios motores, células responsáveis por enviar comandos do cérebro para o corpo. Com o avanço, os neurônios se desgastam ou morrem, o que impede a comunicação entre os órgãos.

Assim, o paciente acaba perdendo força muscular e passa a enfrentar dificuldades de realizar movimentos simples, como andar, sentar, falar, comer, precisando sempre de auxílio.

Avançada, a doença compromete outros sistemas, impedindo até mesmo a respiração.

Sintomas

  • Fraqueza nos braços;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Cãibras frequentes;
  • Contrações musculares involuntárias;
  • Dificuldade para realizar atividades simples como andar, subir escadas ou falar;
  • Engasgos frequentes;
  • Perda de peso;
  • Dificuldade para respirar.

"E algo importante é que a cognição, a mente, é preservada no curso da doença", pontuou a especialista.

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Tratamento

Apesar do avanço científico, ainda há cura para a ELA e os pacientes costumam viver entre três e cinco anos após o diagnóstico.

No entanto, o tratamento pode retardar a progressão dos sintomas e oferecer qualidade de vida, através de medicamentos, fisioterapia e acompanhamento com profissionais como fonoaudiólogo, terapeuta e neurologista.

"Dependendo do diagnóstico precoce e do acompanhamento, a gente, com certeza, tem visto histórias incríveis de superação e de preservação da qualidade de vida até os momentos mais avançados da doença", comemorou.

Causas

As causas também são incompreendidas, o que dificulta na busca pelo tratamento, no entanto, a doença é mais comum entre 55 e 75 anos.

Além disso, a genética também influencia, portanto, se há casos na família, é importante investigar.

A ciência estuda alterações químicas no cérebro e fatores autoimunes como causas.

O que é a esclerose lateral amiotrófica (ELA)?

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa que afeta os neurônios motores, levando à perda progressiva da força muscular e dificuldade para realizar movimentos simples.

Quais são os principais sintomas da ELA?

Os sintomas mais comuns da ELA incluem fraqueza nos braços e pernas, cãibras musculares, dificuldade para falar e engasgar, além de perda de peso e problemas respiratórios.

Como é feito o tratamento para a ELA?

Atualmente, não há cura para a ELA, mas o tratamento pode incluir medicamentos, fisioterapia e acompanhamento de profissionais de saúde para melhorar a qualidade de vida e retardar os sintomas.

Quais são as causas da esclerose lateral amiotrófica?

As causas da ELA ainda são pouco compreendidas, com fatores genéticos possivelmente influenciando, além de alterações químicas no cérebro e fatores autoimunes sendo alvo de pesquisa científica.

Qual é a expectativa de vida de um paciente com ELA?

Totalmente dependente da progressão da doença, a expectativa de vida após o diagnóstico da ELA gira em torno de três a cinco anos, com variações individuais.

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