SAÚDE
Remédios para emagrecer reduzem gordura no fígado em até 40%
Nova terapia para gordura no fígado combate inflamação e evita riscos de cirrose

Por Isabela Cardoso

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, é uma das doenças silenciosas que mais crescem no mundo. No Brasil, uma pesquisa nacional indica que a maior parte da população nunca realizou exames para detectar a condição, apesar do diagnóstico tardio estar associado a riscos graves como cirrose e câncer hepático.
Entretanto, uma nova fronteira de tratamento surge com o reposicionamento de medicamentos injetáveis originalmente voltados para a perda de peso. Ensaios clínicos recentes demonstram que essas substâncias possuem um efeito terapêutico direto sobre as células do fígado, oferecendo uma solução promissora para milhões de pacientes.
O efeito "além da balança"
A grande descoberta dos pesquisadores é que a melhora do fígado não depende exclusivamente do emagrecimento. Embora esses fármacos atuem no controle do apetite, eles também interferem diretamente no metabolismo hepático.
Exames de imagem detalhados mostraram que, em poucas semanas, pacientes apresentaram quedas superiores a 40% na gordura hepática. As substâncias otimizam a resposta à insulina e reduzem a produção de gordura pelo próprio órgão.
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Além disso, houve melhora significativa na inflamação e na rigidez do fígado, fatores cruciais para evitar a progressão para a fibrose.
Segundo especialistas, uma redução acima de 30% na gordura acumulada já é suficiente para afastar o risco de complicações fatais a médio e longo prazo.
O paradoxo do diagnóstico no Brasil
Apesar da evolução nos tratamentos, a detecção da doença ainda é um obstáculo. O levantamento nacional aponta um paradoxo: a maioria dos brasileiros afirma que ficaria "muito alarmada" com o diagnóstico de gordura no fígado, mas poucos buscam exames preventivos ou sabem quais testes solicitar ao médico.
O excesso de peso e o consumo frequente de álcool continuam sendo os principais gatilhos para a doença. Quando não tratada, a gordura gera uma inflamação persistente que pode cicatrizar o órgão (fibrose), comprometendo suas funções vitais.
Quando investigar?
Médicos recomendam atenção redobrada para pacientes com:
- Sobrepeso ou obesidade.
- Diabetes tipo 2 ou resistência à insulina.
- Pressão alta e colesterol elevado.
A integração dos novos tratamentos injetáveis à mudança de estilo de vida promete revolucionar o prognóstico de uma doença que, até pouco tempo, tinha opções terapêuticas limitadas.
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