ESTUDO
Você come isso? Alimento “detona” o intestino e afeta sua imunidade
Entenda como o consumo frequente desse tipo de alimento pode causar riscos

Ao não ter cuidado com os alimentos que consome, o sistema imunológico e o intestino podem ser comprometidos. Os causadores desse desgaste são os alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e refrigerantes, que representam um risco elevado à saúde.
O intestino vai muito além de um simples tubo digestivo: ele influencia diretamente o sistema imunológico e a produção de neurotransmissores, como a serotonina.
Além disso, também está relacionado ao controle de peso e ao risco de doenças como diabetes tipo 2 e depressão.
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Quais alimentos prejudicam o intestino?
O risco está em produtos industrializados presentes no dia a dia, como aqueles com corantes artificiais, adoçantes sintéticos e conservantes. Entre eles estão biscoitos recheados, macarrão instantâneo, cereais matinais e temperos prontos.
De acordo com o IBGE, esses alimentos representam cerca de 20% das calorias consumidas pelos brasileiros, percentual que é ainda maior entre adolescentes e crianças.
Por que eles fazem mal?
Os ultraprocessados são pobres em fibras e ricos em açúcar, gorduras e aditivos. Esses componentes favorecem bactérias prejudiciais e comprometem o funcionamento das bactérias benéficas do intestino.
Estudos recentes apontam que poucos dias de consumo desses alimentos já podem reduzir a diversidade da microbiota intestinal, e essa diversidade é essencial para a saúde.
Outro ponto de atenção são os emulsificantes, comuns em ultraprocessados. Eles estão associados a danos na camada de muco que reveste o intestino, uma barreira que protege o organismo ao separar as bactérias intestinais da corrente sanguínea.
Quando essa barreira é prejudicada, bactérias podem escapar para a circulação, desencadeando um processo de inflamação silenciosa no corpo.
O que é indicado?
A microbiota intestinal pode ser recuperada com mudanças na alimentação. O consumo de alimentos ricos em fibras, vegetais, leguminosas e fermentados, como o iogurte natural, é fundamental.
Essa mudança pode reverter danos em poucas semanas, já que o intestino é altamente sensível e adaptável.
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