RELÍQUIA
Antigo aparelho de celular Nokia "Tijolão" pode valer uma fortuna
Modelos antigos ganham espaço entre jovens que buscam menos conexão e atraem colecionadores do mercado retrô

Por Jair Mendonça Jr

Conhecidos pela resistência quase lendária, os celulares Nokia mais antigos, em especial o modelo 3310, atravessaram décadas sem perder o funcionamento.
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De acordo com apuração do jornal holandês Margriet, esses aparelhos ganharam nova função entre as gerações mais jovens e também passaram a despertar maior interesse de colecionadores. O visual retrô, aliado à simplicidade de uso, ajuda a explicar o retorno dos chamados dumbphones ao mercado.
A jornalista Manon Sikkel relembra que, ao contrário dos Blackberry, associados ao ambiente de trabalho, os antigos Nokia ofereciam poucas funções e eram vistos como ideais para quem preferia separar vida pessoal e profissional. “Os proprietários de Nokia estavam satisfeitos com um telefone simples e extremamente confiável”, escreveu.
Esse perfil funcional volta a atrair integrantes das gerações Z e Alpha, cansados da conexão permanente imposta pelos smartphones. Os dumbphones, como são chamados, oferecem recursos limitados de forma proposital, favorecendo uma experiência mais offline, algo que parecia fora de lugar no século XXI.
Mas quanto vale, afinal, um Nokia antigo? Apesar de não representar uma fortuna para a maioria dos donos, os valores praticados surpreendem. Em dezembro de 2025, um modelo 3310 foi anunciado no eBay por mais de 1,7 mil euros, cerca de 11 mil reais na cotação atual. O aparelho, no entanto, estava novo, com a embalagem original lacrada.
Modelos usados, mas bem conservados, costumam ser vendidos por valores entre 25 e 75 euros, o equivalente a 130 a 400 reais. Com caixa original, o preço pode chegar a 100 euros, aproximadamente 600 reais. No Brasil, os números tendem a ser menores, já que o mercado de dumbphones ainda é restrito e há menos colecionadores.
Antes de colocar o aparelho à venda, alguns fatores influenciam diretamente no valor. Problemas na bateria, como estufamento ou vazamento, reduzem significativamente o preço. Celulares desbloqueados, compatíveis com diferentes operadoras, são mais valorizados. Já arranhões na tela de plástico costumam ser decisivos para desvalorizar o produto.
Entre guardar como item de nostalgia, vender para colecionadores ou até voltar a usar, os antigos Nokia mostram que, mesmo fora da era dos aplicativos, ainda encontram espaço em um mundo cada vez mais conectado.
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