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Semiárido terá investimento de R$ 400 mi para agricultores familiares

Bahia será beneficiada, sobretudo devido ao processo de combater a desertificação

Luiza Nascimento
Por
| Atualizada em
Desertificação
Desertificação - Foto: A. Duarte/Wikimedia Commons

A Bahia está passando por um processo de atualização do Plano de Combate à Desertificação, desde janeiro, visando combater o processo de degradação da terra que afeta regiões secas, como áreas áridas, semiáridas e subúmidas secas, onde solos antes produtivos perdem fertilidade e capacidade de reter água.

Nesse ponto, o estado vai ser beneficiado com o Garantia-Safra Terra à Mesa Semiárido, projeto do Governo Federal, cujo edital será lançado em junho. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, realizou o anúncio durante o programa “Bom Dia, Ministra” desta terça-feira, 26.

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"Serão quase R$ 400 milhões que vão financiar projetos de até R$ 8 mil de agricultores familiares que estarão no semiárido", explicou a gestora da pasta.

Fernanda Machiaveli
Fernanda Machiaveli - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Sobre o projeto

O projeto já foi aprovado no Congresso Nacional e decretado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que instituiu a estratégia nacional de adaptação climática no semiárido.

O intuito do texto é que os agricultores familiares do semiárido passem por esse processo de adaptação e consigam conviver com a seca e com o semiárido.

"A atividade agrícola é uma atividade de risco, mas no contexto de mudanças climáticas esse risco tem sido majorado, pois eventos climáticos tem comprometido a agricultura como um todo, em toda a nossa população", disse Machiaveli.

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Entenda como a estratégia vai funcionar

Através do recurso do Garantia-Safra, que é um seguro para agricultor que perde a produção, haverá um apoio a projetos produtivos.

Quando o produtor que aderiu ao projeto enfrentar os danos, ele receberá uma ajuda de R$ 1.200.

"Para evitar essas perdas suscessivas nós queremos fazer adaptações, instalando uma tecnologia social que pode ser uma cisterna de produção, um projeto de irrigação com energia solar, quintal produtivo, adaptação do solo para absorver melhor durante o momento da chuva para preservar o solo, compra de maquinários adaptados para impactar menos o solo", explicou a ministra.

A política é pensada para fortalecer:

  • Produção da agricultura familiar;
  • abastecimento alimentar;
  • mercados institucionais;
  • acesso da população a alimentos saudáveis.

Outros projetos

Segundo Fernanda Machiaveli, além dessa, há uma série de estratégias para beneficiar esse público.

"O Ministério do Desenvolvimento Social tem implantado cisternas em todo o semiárido para ajudar nesse convívio com a seca. Nós temos o Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), que apoia os agricultores familiares em situação de pobreza a conseguirem fazer investimentos na propriedade para fazer a adaptação", detalhou.

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Tags

agricultores familiares desertificação semiárido

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