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ALERTA SANITÁRIO

Surto da doença da urina preta aumenta alerta para peixes brasileiros

Em geral, os sintomas começaram cerca de 9 horas após o consumo do pescado contaminados

Carla Melo

Por Carla Melo

04/02/2026 - 15:00 h

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A doença está ligada ao consumo de peixes contaminados ou mal conservados
A doença está ligada ao consumo de peixes contaminados ou mal conservados -

Um surto da ‘doença da urina preta’ acendeu um alerta sanitário para o Brasil. Ao menos três casos de doença de Haff foram confirmados no Amazonas, pela Fundação de Vigilância em Saúde, órgão vinculado à Secretaria de Saúde do Estado, após o consumo de peixes populares brasileiros.

Os três casos foram registrados apenas no município de Itacoatiara, todos em moradores da zona urbana. Dois casos teriam acontecido em junho e dezembro de 2025. Os casos compatíveis apresentaram principalmente fraqueza muscular, dores intensas nos músculos e urina escura.

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Os exames laboratoriais indicaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio de 6.400 µ/L. Em geral, os sintomas começaram cerca de nove horas após o consumo do pescado.

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A doença está ligada ao consumo de peixes contaminados ou mal conservados. O alerta fez com que órgãos de fiscalização sanitária realizassem uma força-tarefa para apurar estabelecimentos e produtos que estejam em cumprimento com a legislação ambiental e à saúde pública.

Durante a operação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), mais de 100 toneladas de pescado brasileiros de diversas espécies sem licença ambiental foram apreendidos em um estabelecimento comercial em Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus.

Além da apreensão, o estabelecimento foi multado em valores que somam mais de R$ 2 milhões.

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No último dia 2 de fevereiro, o Ipaam confirmou que vai acionar o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) após a ação realizada no estado.

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a postura adotada no estabelecimento agravou a situação e motivou o encaminhamento do caso ao Ministério Público.

“A recusa em receber o auto de infração e os indícios de descumprimento do embargo demonstram total desrespeito à legislação ambiental e à saúde pública. Em um momento de alerta contra a doença de Haff, não podemos aceitar que pescado sem controle sanitário e de origem ilegal circule no Amazonas. A comunicação ao Ministério Público reforça nossa atuação firme”, afirmou o diretor-presidente do Ipaam.

O Ipaam orienta a população a adquirir pescado apenas em estabelecimentos devidamente licenciados, com nota fiscal, e informa que as ações de fiscalização continuarão sendo intensificadas em todo o estado, com foco na proteção ambiental, na saúde pública e na preservação dos recursos pesqueiros do Amazonas.

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Tags:

consumo de pescado doença da urina preta doença de Haff fiscalização sanitária proteção ambiental saúde pública

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