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A modernidade caiu na rede

Armando Avena lança "A Modernidade Caiu na Rede" alertando sobre a Inteligência Artificial

Armando Avena*
Por Armando Avena*

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A nova modernidade: da servidão capitalista à servidão algorítmica com a IA
A nova modernidade: da servidão capitalista à servidão algorítmica com a IA - Foto: Ilustrativa | Magnific

Foi o poeta Charles Baudelaire que identificou a modernidade. Ele a percebe andando pelas ruas da nova Paris, criada no século XIX, quando o Barão Georges-Eugène Haussmann derrubou as ruas estreitas que formavam a cidade, expulsou milhares de pessoas para a periferia e construiu bulevares largos, grandes avenidas e praças radiais. O poeta ficou fascinado com a modernidade, mas temia que nela não houvesse espaço para a verdadeira poesia, apenas para os poetas medíocres.

O filósofo Karl Marx viu a modernidade antes, com a ascensão do capitalismo, e inicialmente faz o elogio dela e de sua capacidade de produzir em massa e de construir grandes obras. Mas identifica que, por trás dessa modernidade, há um sistema cujo objetivo era unicamente a produção e a venda de mercadorias. Então denuncia que ela resultaria na “servidão capitalista”.

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No século XXI, uma tecnologia disruptiva cria uma nova modernidade. Engendrada nas salas envidraçadas do Vale do Silício, ela tem como símbolo uma pequena tela retangular, móvel e luminosa que mudou o mundo. E, inspirado por Deus ou pelo demônio, essa tecnologia foi mais longe e criou a Inteligência Artificial, uma ferramenta capaz de atuar em todas as áreas do conhecimento humano. A IA é tão poderosa que é capaz de substituir a maioria dos seres humanos nos trabalhos que eles realizam e já se mostrou capaz de escrever livros, pintar quadros, fazer música e, assim, assenhorar-se da cultura e da arte. Não se pode rejeitar uma tecnologia que traz avanços fenomenais na saúde, na engenharia, na tecnologia e em todas as áreas do conhecimento humano. Mas ela precisa de regulação para não criar uma nova servidão: a servidão algorítmica.

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E isso já é uma realidade; afinal, em muitas áreas, é o algoritmo que define, induz e estimula nossos gostos e ações. E a humanidade não percebeu que a Inteligência Artificial nada mais é do que o conhecimento da humanidade acumulado por séculos e que foi apropriado por umas poucas empresas, as big techs, que obrigam os humanos a pagar por ele.

É uma tecnologia fascinante, mas está criando um sistema que transformou o conhecimento em mercadoria e monetizou a vida e cujo controle está nas mãos de uma pequena burguesia digital.

E, assim como Baudelaire temia que a modernidade do seu tempo produzisse apenas poetas medíocres, hoje teme-se que, sob a égide da Inteligência Artificial, o mundo se torne, especialmente no âmbito da cultura e da arte, um mundo medíocre, onde talvez não haja lugar para o trabalho ou para a arte humana, afinal a IA poderá fazer isso com muito mais competência e originalidade.

É hora de a humanidade discutir o seu futuro e os limites da Inteligência Artificial.

O LIVRO “A MODERNIDADE CAIU NA REDE” FOI LANÇADO ESTE MÊS E PODE SER ENCONTRADO NA LIVRARIA LEITURA DO SHOPPING DA BAHIA, NA LIVRARIA ESCARIZ, DO SHOPPING BARRA, E NA AMAZON.

*Armando Avena é escritor, jornalista e economista, membro da Academia de Letras da Bahia – ALB [email protected]

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