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OPINIÃO

Editorial - As lições de Gabrielzinho

Leia Editorial do Jornal A TARDE desta quarta-feira, 22

Redação
Por Redação

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Brasileiro Gabrielzinho Araújo
Brasileiro Gabrielzinho Araújo -

A inclusão crescente em modalidades esportivas adaptadas tem novo referencial, em escala planetária, o brasileiro Gabrielzinho Araújo. O nadador profissional de Minas Gerais ganhou a admiração geral ao conquistar o Prêmio Laureus, equivalente ao Oscar para o cinema.

A façanha do campeão diz muito da importância do desporto na motivação para enfrentamento de adversidades extremas, um dos fundamentos da civilização. Desde os primeiros jogos de Olympia, século VIII a.C., sabe-se da relevância de o desportista chamar para si a responsabilidade de superar seus limites.

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A vitória pode ser traduzida por uma fórmula certeira: não importa o que o mundo faz de nós, e sim o que nós fazemos com o que o mundo faz de nós. Gabrielzinho entendeu a proposta e largou da condição de previamente derrotado para escrever uma rebrilhante história autoral.

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São tantas histórias de resgate da alegria de viver via dedicação ao esporte, por quem tem deficiência, mas a cada novo pódio esta alegra se renova! Aplaudido de pé em Madri, reverenciado por Simone Biles, o jovem merece todo carinho dos brasileiros e o reconhecimento das autoridades.

São cinco medalhas de ouro nos Jogos Paralímpicos de Paris e outra de prata em Tóquio 2020, mas mesmo se nada tivesse ganho, ainda assim seria herói. A peculiar dancinha, com a qual confirma seu talento para buscar a felicidade, poderia merecer a atenção de atletas de físico tido como normal. Porque se uma pessoa com limitações consegue transmitir tamanha vontade, pode valer a pena também para quem é superdotado de corpo.

Para além da vitória sobre retrógradas ideologias de divisão da humanidade conforme a aparência e a suposta perfeição dos aparelhos, ficam outras lições. Aprender com as dificuldades; respeitar as imposições da natureza; confraternizar com os colegas de piscina; e principalmente, lutar, lutar, lutar.

E dizer sempre sim, praticando o amor fati: amar tudo, mesmo o que pode parecer impossível de vencer, pois só reconciliando-se com a realidade se é capaz de vencê-la.

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