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OPINIÃO

Trânsito de Salvador: avanços e desafios

Confira o artigo de Diego Brito, superintendente de Trânsito de Salvador

Diego Brito*

Por Diego Brito*

20/01/2026 - 5:55 h
Diego Brito é o atual superintendente de Trânsito de Salvador
Diego Brito é o atual superintendente de Trânsito de Salvador -

Conduzir as políticas de mobilidade de uma cidade com mais de 2,4 milhões de habitantes é, antes de tudo, um exercício permanente de responsabilidade com a vida. O ano de 2025 foi marcado por desafios complexos, mas também por avanços que indicam que estamos no caminho certo, ainda que conscientes de que há muito a ser feito.

Encerramos o ano com uma redução superior a 10% no número de mortes no trânsito: passamos de 148 vítimas fatais em 2024 para 131 em 2025. É um resultado relevante, mas insuficiente para comemorações. Cada vida perdida representa uma falha coletiva e reforça a urgência de avançarmos ainda mais.

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Os maiores desafios continuaram relacionados aos sinistros envolvendo motociclistas e pedestres, usuários mais vulneráveis do sistema viário. Entre os pedestres, houve redução de 8,8% nas mortes (de 57 para 52), enquanto entre os motociclistas a queda foi de 13,8%, passando de 65 para 56 óbitos. Apesar da diminuição, os números seguem elevados e exigem atenção permanente.

Em 2026, esses desafios permanecem. Conter as ocorrências com motociclistas segue como prioridade absoluta, mas a segurança dos pedestres se impõe como um alerta ainda mais forte. O crescimento dos deslocamentos a pé demanda uma cidade mais preparada, com infraestrutura adequada, fiscalização constante e respeito às regras de trânsito.

A Transalvador tem atuado de forma integrada para garantir mais segurança viária. Intensificamos a fiscalização, especialmente para coibir o excesso de velocidade, principal infração registrada, ampliamos os investimentos em ações educativas e avançamos no redesenho viário, priorizando travessias seguras, redução de conflitos e melhor organização do fluxo. Paralelamente, nossas equipes trabalham na implementação de inovações que ajudem a preservar vidas.

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Outro desafio constante é melhorar a fluidez, sem abrir mão da segurança. Para reduzir gargalos, a Prefeitura de Salvador e a Transalvador projetam e executam obras estruturantes em corredores estratégicos, como na Avenida ACM, que recebe as implantações de viadutos e outras intervenções. Essas ações reduziram em 20% os congestionamentos na via, quando comparados os registros de 2023 e 2025.

No entanto, nenhuma política pública é plenamente eficaz sem a cooperação da população. Respeitar os limites de velocidade, a sinalização e os demais usuários da via é um dever de todos. O trânsito reflete escolhas individuais que impactam diretamente o coletivo. Salvar vidas no trânsito não é apenas uma meta institucional: é um pacto social que começa quando cada cidadão decide fazer a sua parte.

*Diego Brito é superintendente de Trânsito de Salvador.

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Mobilidade Urbana Salvador Segurança Viária Transalvador Trânsito

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