ARTIGOS
Uma nação soberana valoriza quem educa
Confira o artigo de Jerônimo Rodrigues, professor e governador da Bahia


Há professoras(es) que permanecem em nossa vida depois da escola. Lembramos de uma palavra de incentivo, de uma explicação paciente, de quem percebeu nossa dificuldade e não desistiu de nós. Neste Dia do Professor(a), dirijo a minha gratidão aos educadores(as) que deixam marcas na nossa história e ajudam a construir o futuro do Estado.
Quem educa sabe o valor de cada conquista: o estudante que volta à aula, supera um desafio, descobre um talento e acredita que pode chegar onde quiser. Esses momentos exigem estudo e sensibilidade. Há esforço de quem acolhe inquietações e busca caminhos para ninguém ficar para trás.
Essa dedicação tem reconhecimento em ações concretas de valorização da carreira do magistério. Nos últimos quatro anos, nomeamos 4.305 professores(as) e coordenadores(as) pedagógicos(as) do concurso público, inclusive indígenas. Concedemos mais de 4.800 Gratificações de Estímulo ao Aperfeiçoamento Profissional e à Melhoria do Ensino e 3.180 estão em processo. Realizamos mais de 18 mil promoções no grau e mais de 9.200 avanços horizontais. Investimos mais de R$ 342 milhões em licença pecúnia, pagamos acima do piso nacional e promovemos mais de 200 ações de formação continuada com 48 mil participantes.
Este compromisso também se expressa nas novas e na modernização das escolas da rede. Salas climatizadas, bibliotecas, laboratórios, teatros e espaços esportivos oferecem melhores condições para ensinar e aprender. Essa estrutura permite realizar projetos e ampliar experiências educativas. Investir na escola é, também, cuidar do ambiente em que os(as) educadores(as) trabalham e reconhecer o valor de sua profissão.
Ao cuidar dos nossos educadores(as), reconhecemos o papel de cada um(a) na relação com as juventudes, no sucesso do percurso escolar, no protagonismo estudantil e no estímulo para que realizem seus sonhos. Afinal, cada jovem que amplia seus horizontes leva perspectivas à sua família e comunidade. O desenvolvimento socioeconômico, cultural e ambiental do Estado tem raízes nesse encontro.
Valorizar a docência é, também, cuidar da democracia e defender a liberdade de educar. Quem ensina precisa ter a voz respeitada e autonomia para trabalhar com responsabilidade, diálogo e estímulo ao pensamento crítico. Ensinar sem medo e conviver com as diferenças são condições para uma sociedade mais livre.
Neste dia, homenageio meus/minhas colegas de profissão, sejam da Educação Infantil, Básica (Indígena, Especial, Quilombola, do Campo, Profissional e Tecnológica e de Jovens e Adultos) ou da Superior, que preparam mais uma aula e doam tempo para escutar mais um(a) estudante. Recebam meu respeito, minha gratidão e meu compromisso de trabalhar pela valorização de vocês, cada vez mais. A Bahia tem muito a agradecer a quem educa.