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Nos últimos 12 meses, apenas 10,4% dos brasileiros afirmaram ter conseguido guardar dinheiro com regularidade

SAÚDE FINANCEIRA

AtlasIntel revela que apenas 1 em cada 10 famílias no Brasil guarda dinheiro

Governo aposta em nova fase do Desenrola para aliviar pressão financeira

Nos últimos 12 meses, apenas 10,4% dos brasileiros afirmaram ter conseguido guardar dinheiro com regularidade - Foto Divulgação

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Rodrigo Tardio
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A saúde financeira do brasileiro médio atravessa um período de forte turbulência. De acordo com o mais recente levantamento da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, o endividamento se tornou uma realidade persistente para a maioria da população: 62% dos entrevistados afirmam possuir dívidas ativas.

O dado mais alarmante da pesquisa, contudo, não é apenas a existência do débito, mas a dificuldade crônica em fechar o mês no azul. Nos últimos 12 meses, apenas 10,4% dos brasileiros afirmaram ter conseguido guardar dinheiro com regularidade. No extremo oposto, 40,2% relataram que o dinheiro faltou para pagar as contas básicas em alguns ou na maioria dos meses do último ano.

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Custo da sobrevivência

Diferente de crises anteriores impulsionadas pelo consumo de bens duráveis, o endividamento atual tem raízes na manutenção da vida cotidiana.

A gravidade do comprometimento da renda impressiona. Entre aqueles que possuem dívidas, 38,8% afirmam que mais da metade do salário mensal (50%+) é consumida pelo pagamento de débitos, o que reduz drasticamente o poder de consumo e a capacidade de reação diante de imprevistos econômicos.

Ainda com base nos dados da pesquisa, a situação das dívidas e do endividamento das famílias brasileiras apresenta que, atualmente, a maior parte da população adulta brasileira possui algum nível de endividamento:

  • 31,6% dos entrevistados afirmam estar com o "nome sujo" (negativados em órgãos como SPC/Serasa)
  • 30,4% possuem dívidas, mas estão com os pagamentos em dia
  • 37,9% declaram não possuir dívidas no nome

Entre os que possuem dívidas, o comprometimento da renda é severo: 38,8% afirmam que mais de 50% da renda mensal é destinada ao pagamento de parcelas, empréstimos ou cheque especial

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Origem das dívidas

A maioria das dívidas contraídas pelos brasileiros está ligada à sobrevivência e ao consumo básico, e não necessariamente à aquisição de patrimônio:

  • 62,3% das dívidas estão relacionadas a despesas essenciais (contas, supermercado, saúde)
  • 18,5% referem-se a consumo (compras parceladas, roupas, bens duráveis)
  • Apenas 11,4% são voltadas para a aquisição de patrimônio ou investimento (imóveis, veículos, educação)

As "dívidas acumuladas / juros altos" são o segundo fator que mais impacta negativamente a situação financeira das famílias brasileiras (33,5%), o que faz ficar atrás apenas do aumento do preço dos alimentos

Novo Desenrola

Diante desse cenário de asfixia financeira, o governo federal prepara uma resposta estratégica. Está previsto para esta semana o anúncio de uma nova etapa do Programa Desenrola, focado em ampliar o alcance das renegociações e facilitar a saída de milhões de brasileiros do cadastro de inadimplentes.

A eficiência do programa vai ser medida pela capacidade de atingir justamente a parcela da população que comprometeu a renda com o básico.

O Programa de renegociação de dívidas (Desenrola) é visto de forma muito positiva pela população. É considerado um acerto do governo por 74% dos entrevistados, apresentando um saldo de aprovação de +57 pontos percentuais

O levantamento AtlasIntel/Latam Pulse entrevistou, por Recrutamento Digital Aleatório (RDR), 5.008 pessoas, entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de +-1 (um ponto percentual) para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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Tags:

poder de compra Programa Desenrola saúde financeira

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