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Carro elétrico mais barato do Brasil custa R$ 69.990; conheça o JMEV
Com foco em frotas e uso urbano, compacto chinês estreia no mercado nacional custando menos que modelos populares a combustão


O JMEV EV2 desembarcou oficialmente no mercado brasileiro. Conhecido também como Emova Easy, custa R$ 69.990. O valor coloca o compacto chinês abaixo de modelos de entrada tradicionais, como Fiat Mobi e Citroën C3, tornando-se o veículo elétrico mais acessível do Brasil.
A estreia acontece em Pedro Leopoldo (MG), onde fica a primeira concessionária licenciada. A empresa afirma que fará entregas em outras cidades do país e que já negocia novos pontos de venda.
Estratégia focada em frotas e baixo custo

Diferente da estratégia de luxo e tecnologia de ponta adotada por marcas como BYD e GWM, a importadora E-Motors, responsável pela operação, aposta no pragmatismo.
O foco não são as grandes concessionárias em shoppings, mas sim a venda direta para frotas corporativas, órgãos públicos e motoristas que buscam o menor custo por quilômetro rodado.
O que o elétrico de R$ 70 mil oferece?

O modelo é um subcompacto de 3,5 metros, ideal para o tráfego pesado de grandes metrópoles como Salvador. Confira os principais detalhes técnicos:
- Motorização: 40 cv de potência.
- Autonomia: cerca de 200 km (ciclo urbano), ideal para deslocamentos diários.
- Recarga: pode ser carregado em tomadas comuns de 220V em aproximadamente 8 horas.
- Itens de série: ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos, freios ABS e airbag duplo.
- Garantia: 8 anos para a bateria e 2 anos para o veículo.
Comparativo: elétrico vs. combustão
Enquanto um hatch 1.0 zero-quilômetro hoje dificilmente sai por menos de R$ 72 mil, o JMEV EV2 oferece uma economia operacional drástica. Estima-se que o custo para "encher o tanque" de eletricidade em casa seja de aproximadamente R$ 20, permitindo rodar os mesmos 200 km que custariam cerca de R$ 110 em gasolina.
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Desafios no Brasil
Apesar do preço atraente, o consumidor deve estar atento ao modelo de negócio da marca. Sem uma rede de concessionárias tradicional, a manutenção é realizada por unidades móveis ou oficinas credenciadas.
Além disso, a velocidade máxima limitada a 100 km/h reforça que sua vocação é estritamente urbana, não sendo indicado para rodovias.


