SALVADOR
Ação de monitores é aprovada por maioria


Passados 11 meses desde a implantação de monitores de tráfego na porta de 30 estabelecimentos de ensino da capital baiana, quem transita por esses locais avalia de forma positiva a iniciativa da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador).
Muitos pais e responsáveis por alunos, entretanto, queixam-se do serviço, que tem como finalidade melhorar o trânsito na região durante os horários de entrada e saída dos alunos.
De acordo com a Transalvador, só na Pituba, seis monitores ficam presentes nas ruas Clara Nunes, Professor Carlos Sá, Aristides Fraga e Miguel Navarro y Cañizares, auxiliando e orientando os condutores que estão deixando e buscando os filhos nos quatro colégios particulares localizados na região.
"Tenho dois filhos pequenos, de 4 e 5 anos, e ando 100 metros todos os dias para deixá-los na porta da escola. Eles não deixam a gente desembarcar na porta da escola. Para mim, as coisas pioraram com esses monitores", reclama a enfermeira Maria de Fátima Soares.
Para o veterinário Gerson de Souza Pires, 46, que disse passar todos os dias pela rua Aristides Fraga, na Pituba, o trânsito melhorou nos últimos meses. "Era um caos de segunda a sexta-feira. Até entendo que os pais queiram ver os filhos entrando na escola, mas tem alguns que abusam e ficam parados por um longo tempo. Fora a fila dupla que se formava na rua", constata Gerson.
Segundo o diretor de trânsito da Transalvador, Marcelo Correa, muitas melhorias foram percebidas no trânsito durante esse período. "Principalmente, maior fluidez e o ordenamento do embarque e desembarque, visto que os monitores não permitem que a ação de deixar os alunos demande muito tempo", frisou .
Elogios
Ainda segundo o diretor do órgão de trânsito, a satisfação da vizinhança é um dos pontos altos. "A Transalvador tem recebido retorno dos moradores vizinhos às instituições de ensino, que avaliam que trânsito no entorno das escolas flui bem melhor após a implantação dos monitores de tráfego", ressalta Marcelo Correa.
Conforme a assessoria de comunicação da Transalvador, outros cinco estabelecimentos foram notificados pelo órgão e estão em processo de contratação de monitores. Estes profissionais, segundo a assessoria, não têm poder de agente de trânsito, mas foram treinados pelo órgão.