SALVADOR
Católicos realizam ato público na Praça da Piedade

Integrantes de várias pastorais da igreja católica realizaram nesta quinta-feria, 27, uma vigília pela vida do povo em defesa dos direitos sociais. O ato público organizado pela Ação Social Arquidiocesana (ASA) reuniu na Praça da Piedade, centro de Salvador, membros da igreja, movimentos sociais e artistas.
Durante o ato, os manifestantes formaram uma roda em protesto contra a aprovação da reforma trabalhista e reforma previdenciária. “ Este ato é uma forma das igrejas se posicionarem frente às injustiças sociais, pois as reformas degradam os direitos do trabalhador”, criticou Carluze Abreu, da ASA.
Além dos discursos repudiando a conjuntura política atual, houve recital, poesia e cânticos católicos antes de os manifestantes seguirem em direção à Igreja de São Pedro para realização do ato ecumênico.
Segundo José Carlos Zanetti, assessor de projetos da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), a vigília reflete uma situação de gravidade. “Na verdade a reforma trabalhista se inscreve em outras formas de perda de direitos, a exemplo da PEC 55 do fim do mundo, terceirização, entre outros”, destacou antes de fazer o discurso para a população.
Zanetti defendeu que é preciso realizar um plebiscito ou referendo antes de realizar qualquer tipo de votação. “Não se pode mexer com a vida das pessoas sem saber se terão expectativas de se aposentarem”.
A ASA contou com a parceria da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), o Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) e a Conferência dos Religiosos do Brasil Regional Bahia e Sergipe (CRB – Regional NE 3).
Ação Ecumênica
Na igreja de São Pedro, foi realizada uma ação ecumênica de oração e reflexão. Durante o ato, os integrantes leram documentos produzidos pela presidência da Conferência dos Religiosos do Brasil(CBR), nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre a PEC 287/16 que trata da reforma da previdência, Igreja Epicospal Anglicana do Brasil, Alianças de Batistas do Brasil e direção da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
O Presbítero, Augusto Amorim, da Igreja Presbiteriana Unida no Largo de Roma, disse ao A TARDE que o ato é momento de pedir a Deus bençãos para o povo sobre as várias formas de resistência que estão em curso diante de um processo de ameaça e usurpação de direitos. “Este é o momento de grupos ligados à fé em um Deus libertador se expressarem publicamente e ter um momento de espiritualidade.