SALVADOR
Depoimentos confirmam que jornalista foi morto por guardador


Permanece foragido o guardador de carros identificado pela polícia como Coveiro e Pasta Pura acusado do assassinato do jornalista Sandro Ferreira Santos, 28 anos, na última sexta-feira, 24.
O delegado da 1ª Delegacia de Homicídios (DH), Marcelo Sansão, ouviu nesta segunda-feira, 27, oito testemunhas sobre o caso e mais três funcionários do Hiperbompreço foram intimadas por agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e serão ouvidas nesta terça, 28.
"Todos os depoimentos de hoje (segunda-feira) confirmaram a atual versão do ocorrido. Sobre o autor só temos o apelido. Todos disseram que a vítima foi realizar a troca, discutiu com a funcionária e passou mal. Quando estava entrando na ambulância foi golpeado por duas vezes com uma faca", disse o delegado da 1ª DH, Marcelo Sansão.
Foram interrogados funcionários do hipermercado, a equipe de profissionais do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), além de parentes da vítima.
A polícia já teve acesso às imagens das câmeras de segurança interna do estabelecimento e, segundo o delegado, passam por tratamento para melhorar a qualidade e devem ficar prontas nesta terça, 27.
Sobre uma possível relação do suspeito com a atendente, o delegado Marcelo Sansão contou que "há informação de que o guardador teria tomado as dores das funcionárias, mas não se pode afirmar sobre vínculo de amizade entre os dois".
A discussão do jornalista Sandro Ferreira Santos e a funcionária do Hiperbompreço Lucimara Alves dos Santos ocorreu por causa do valor de R$ 11,98 que Sandro reivindicava após a compra de iorgutes.
Durante o incidente, Sandro passou mal por causa de uma gastrite nervosa e a atendente torceu o pé.
Levado para a ambulância em uma cadeira de rodas, Sandro foi atingido pelo guardador de carros com duas facadas quando se aproximava da unidade móvel do Samu.
"Ele estava com sintomas de AVC e chegou ainda com vida no Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu. Os golpes perfuraram uma das vias aéreas dele", disse o delegado.
"Meu filho morreu a troco de nada. Ninguém morre por tão pouco, por R$ 11", disse a mãe do jornalista, Maria José Ferreira.
Em nota, a rede Bompreço informou que está colaborando com as investigações e que vai prestar todos os esclarecimentos à polícia.