SALVADOR
Ensino com ou sem as aulas de religião?

Qual a melhor escola para se colocar o filho? Para ajudar o leitor a responder esta pergunta, A TARDE inicia neste domingo, 8, a série Escola Certa, com orientações, dicas e experiências de quem já passou por esta situação e tem algo para contar. Para inaugurar a série, o ensino religioso entra em pauta. Afinal, muitos pais se preocupam com a formação religiosa dos seus filhos. Não apenas transmitindo em casa os valores da sua crença, mas também, com a possibilidade de estender esse ensino à escola. Nessa hora surge a dúvida: optar por uma escola com ensino laico ou uma com ensino confessional, que adota uma religião?
O ensino laico é caracterizado por se desvincular da educação religiosa. O Estado brasileiro é laico, ou seja, não adota uma religião como oficial, conforme preconiza o Artigo 19 do preâmbulo da Constituição Federal. O texto constitucional diz que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”.
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, no Estado, a disciplina é opcional e, na matrícula, o aluno diz se quer tê-la. De acordo com a demanda é contratado um professor, voluntário ou por via de parcerias, que lecionará a disciplina mas com abordagem ecumênica, abordando aspectos de formação integral do cidadão.
Na esfera dos estabelecimentos de ensino da rede privada, o panorama é diferente. Há uma gama de ofertas de instituições de ensino confessional.
Exemplo nesta linha é o Colégio Batista Brasileiro, no Itaigara, criado há 17 anos. Lá estão matriculados cerca de 470 estudantes. Antônio Lúcio Cardoso é o capelão do colégio. Ele revela que a proximidade da escola com o templo batista do bairro contribui para atrair muitos pais, que dão preferência ao ensino confessional. Mas, se engana quem pensa que o ensino é voltado apenas para os seguidores da religião batista. Segundo Cardoso, a maior parte não tem religião definida ou se declara católico sem ser praticante. E mais: a estimativa do capelão é que de 3% a 5% dos alunos são seguidores da filosofia espírita e do candomblé.
*Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste domingo, 8, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital