SALVADOR
Entidades entregam Carta Aberta a Wagner

Foi entregue nesta segunda-feira ao governador Jaques Wagner um documento intitulado Carta Aberta , no qual cerca de 40 entidades, entre não-governamentais e alguns órgãos governamentais, externam a preocupação com o quadro de extermínio de jovens no Brasil, na Bahia e em Salvador, em especial.
“É um texto socialmente responsável, que dialoga com um governo que se diz, e nós consideramos, democrático, sem enfraquecê-lo em relação a setores retrógrados do Estado, mas que tampouco faz concessões sobre suas responsabilidades”, esclarece a jornalista Suzana Varjão, coordenadora do Movimento Estado de Paz (MEP), uma das entidades que assinam o documento.
Além do MEP, a lista dos signatários é integrada por coletivos como o Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV), Fórum Estadual de Juventude Negra, Rede Sou de Atitude, Rede de Entidades do Subúrbio, Rede Aiyê Hip-Hop, ONGs, a exemplo do Circo Picolino, Cipó – Comunicação Interativa, Centro de Referência Integral de Adolescentes (Cria), Gapa-Bahia, além da Fundação Luís Eduardo Magalhães, ligada ao governo estadual.
Segundo a Carta: “O perfil das vítimas preferenciais de homicídios na Bahia aponta, de modo inequívoco, para raízes socioeconômicas e étnico-raciais do fenômeno: adolescentes e jovens do sexo masculino, negros, de baixa escolaridade, solteiros, dos chamados bairros periféricos, subempregados ou desempregados e sem antecedentes criminais. Significa que o quadro de violência está estreitamente relacionado com a violência simbólica do racismo e falhas nas políticas sociais de base”.