SALVADOR
Entidades têm prazo para provar inocência

Felipe Blanco
As lideranças das três entidades estudantis envolvidas no caso da falsificação de carteiras de estudante, publicado anteontem em A TARDE, são unânimes em considerar precipitada a disposição da superintendente de Avaliação e Acompanhamento do Sistema Educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEC), Cátia Cruz, de descredenciar as entidades. A superintendente declarou ontem que não vai mais permitir a atuação das entidades porque tem em mãos as carteiras de estudante falsificadas, provas da fraude.
De acordo com Cátia Cruz, a única possibilidade de as entidades não serem descredenciadas é comprovando, por meio de documentos, que não tiveram parte no processo ilegal. Até o dia 31 de março estamos fazendo o recredenciamento, mas os representantes dessas entidades devem apresentar esse material para análise até a próxima semana. Enquanto não se prove o contrário, nossa posição já está tomada, afirma a superintendente.
Para o presidente do Movimento Estudantil Progressista do Brasil (MEPBrasil), Sérgio Nélio, a entidade foi tão prejudicada quanto a SEC. O indivíduo que falsificou o selo da secretaria também falsificou a nossa carteira. Somos tão vítimas quanto o Estado, alega.
Cristiano Lima, presidente da União dos Estudantes do Brasil (UEB), pensa de maneira semelhante. Os 70 mil estudantes da Bahia não podem ficar prejudicados, afirma o presidente. Segundo ele, desde agosto do ano passado a entidade não emite carteiras.