SALVADOR
Entre dois jardins, festa no Costa Azul

Na região do Costa Azul, um meio-termo entre o Jardinm dos Namorados e o de Alah, o leque de opções é grande o suficiente para encher uma agenda mensal. Mas numa noite é possível pinçar umas três opções de baladas diferentes.
Uma sugestão de roteiro inclui Bambara, Meu Chapa e Grande Sertão. O primeiro é quartel-general de quem procura movimento, já que tem música ao vivo todo santo dia, das 18h30 às 4h30 da matina. No happy hour, os atrativos são o cantor Gilmar Pontes e o buffet.
É uma boa pedida para quem quer forrar o estômago antes de engatar a farra, como a administradora Vera Borges. “O caldinho de sururu é ótimo”, indicou a moça, que encabeçava uma mesa de 30 pessoas, há duas sextas-feiras. “O som é bom e a turma é maravilhosa”, aprovou, dizendo que se tratava de mais um encontro mensal do grupo PQG. “Pensa Que é Gatinha”, esclareceu, às gargalhadas.
É pra se divertir – Alguém gritou que estava faltando homem, mas Amarilda Costa saiu em defesa da diversão descomprometida. “Ali só tem mulher”, disse, apontando a pista de dança. “Mas dançamos uma com a outra mesmo, afinal, a gente está aqui é pra se divertir”, sentenciou.
Além de Gilmar Pontes, que se apresenta das 18h30 às 20 horas, o Bambara conta com a animação da banda Cortnoa (das 20 à 0h) e da Além da Luz (de 0 até 4h30). O couvert custa R$ 12, às sextas-feiras, e R$ 10 de sábado a quinta, e cobre todas as atrações da noite.
Para beber, uma boa pedida é o coquetel de frutas, que pode vir sem álcool. O preço não é tão doce: R$ 12,30, por uma dose pouco generosa, mas o sabor compensa. Caipirosca ou caipirinha sai por R$ 10,20 e o preço do chope varia de R$ 4,10 a R$ 5,20. Para beliscar, no melhor estilo “comida de boteco”, uma dica é o frango à passarinha, que vem com farofa, vinagrete e molho de pimenta, por R$ 19,90.
Sem escalas - Sem precisar pegar nem carona, dá para sair direto para o Meu Chapa, que fica ali do lado. Lá tem voz e violão, sem pista de dança. É para ouvir enquanto se bate um papo descontraído e se degusta alguma das especialidades da casa, como a lambreta.
Quem quiser arriscar um jeito menos convencional de experimentar o fruto do mar, pode pedir a lambreta especial, com molho de tomate seco e mussarela de búfala. Vem acompanhada de fatias de pão francês, ótimas para comer molhando na frigideira que vem à mesa, farta de azeite de oliva. Agora, não custa pedir que caprichem na iguaria, que fica meio escondida sob o molho farto. O preço é R$ 15,30 e vai bem com cerveja, que fica entre R$ 3,20 e 4,50.
Já o funcionário público Carlos Bastos sugere mais duas pedidas. “O pirão daqui é show de bola e a carne de fumeiro também”, indicou o rapaz, que, de tão assíduo, já chama o gerente Valentim pelo nome. O moço estava acompanhado por uma “colega de trabalho”, que achou prudente não se identificar. “Era pra ser o esquente do forró da AABB, mas o resto da galera furou”, justificou a moça, que preferiu ser chamada de Maria Luísa.
Escondidinho - Gente escondida, aliás, era o que faltava também no Grande Sertão, ali pertinho. O primeiro casal encontrado pela reportagem estava na terceira idade, mas nos instantes preliminares de um novo romance. “Começamos a namorar hoje, meus filhos nem sabem ainda”, disse “Gil”, de 50 anos.
Ao lado dela, Pedro Leite lamentava não poder degustar uma cachacinha, para não infringir a Lei Seca. Mas nem por isso ele deixou de curtir a música ao vivo, comandada por Chico Leite e seu trio de pé-de-serra. “Sempre venho aqui porque gosto da música. Meu prato preferido é o forró”, assegurou o também forrozeiro, de 48 anos.
Para quem vai sem compromisso com o volante, uma sugestão é o coquité nordestino (R$ 7,20), uma inusitada mistura de cachaça, vinho, vermouth tinto, suco de limão, suco de laranja, guaraná, soda limonada, maçã, abacaxi e cana. Para comer, vai bem um bode do sol grelhado, por 19,80.