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Entre o tradicional e o moderno

BERNARDO DE MENEZES E SIMANCA
Por BERNARDO DE MENEZES E SIMANCA

A Paris do Oriente. Assim Xangai era chamada nos anos 30 do século XX. Aí veio a revolução de Mao Tsé-tung, que resultou em cinco décadas sombrias, seguidas de um novo período de esplendor e rápido crescimento, com as portas escancaradas para o mundo dos negócios.



Xangai, localizada no litoral do Oceano Pacífico, é a maior cidade da República Popular da China.



Tem cerca de 17.110.000 habitantes, 6.340 km² e densidade de aproximadamente 2.700 pessoas por quilômetro quadrado.



Xangai, também, por ser o maior município chinês, está diretamente subordinada ao poder central. Sua localização geográfica é excelente, sendo importante centro industrial e possuidora de um dos principais portos da Ásia.



O desenvolvimento mercantil e financeiro desta cidade começou quando, no fim da Guerra do Ópio (Tratado de Nanquim, 1842), teve de se abrir ao tráfego comercial com os países ocidentais. Em breve, adquiriu o monopólio de metade do comércio externo da China, atingindo um grande desenvolvimento urbano e (é claro) demográfico.



TURISMO – Antes da Segunda Guerra Mundial, Xangai já era o maior centro comercial do Extremo Oriente, com quase cinco milhões de habitantes. O objetivo agora é torná-la uma das mais famosas cidades turísticas do mundo, como consta num plano quinqüenal do governo municipal. As expectativas são de que receba em 2010 mais de 9 milhões de turistas, obtendo uma receita calculada em US$ 8,7 bilhões. O valor agregado do turismo nesse mesmo ano deverá ocupar em torno de 9,5% de seu PIB.



Enquanto se espera que previsões otimistas se concretizem num mundo cada vez mais globalizado, dinâmico e imprevisível, Xangai vem colhendo frutos concretos de seus principais atrativos turísticos.



Um dos mais importantes é, sem dúvida, o Museu de Xangai. Premiado e espetacular: aí estão dois adjetivos indispensáveis a este museu, que é a maior vitrine da arte e antigüidade chinesas em todo o planeta. São mais de 120 mil preciosidades, entre pinturas, esculturas, escritas artísticas, mobílias, entalhes de jade e marfim, cerâmica, dentre outros objetos.



TEMPLO – Um acervo que resgata uma história de cinco mil anos, do período neolítico aos tempos modernos, passando pelas dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911). O templo Chenghuang de Shanghai é outro excelente cartão de visita da metrópole.



Dizem que quem não o visita não vai a Xangai. Situado no centro da cidade, o templo possui mais de 600 anos de história. Segundo a cultura taoísta, o tempo é dedicado às divindades protetoras da cidade. Foi erguido no início do século XV, sendo o pólo comercial dos mais movimentados durante alguns séculos.



Alimente sua sede de cultura, mas não esqueça de cuidar bem do estômago. Ali perto, há uma rua que concentra várias lojas de alimentos, com destaque para uma casa centenária cujo pãozinho tem recheio a vapor. Isso mesmo, a vapor.



Um negócio literalmente “da China”, que atrai muitos turistas curiosos. Trata-se da Nanxiang, que já foi visitada, inclusive, pela rainha britânica Elizabeth II. Quase sempre lotada, é preciso paciência para experimentar suas delícias.



De barriga cheia, é hora de fazer um bom passeio pela antiga rua comercial, com lojinhas pintadas de vermelho onde vendem-se artesanato e chá.

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