SALVADOR
Equipes do Samu ameaçam parar atividades a partir do dia 23

A partir do próximo dia 23, a população de Salvador e da Região Metropolitana pode ficar sem os atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os médicos, enfermeiros e demais profissionais envolvidos nos resgates decidiram, em assembleia, na última sexta-feira, deflagrar greve por tempo indeterminado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), José Caires, a principal justificativa dos servidores municipais para a paralisação é a falta de melhorias salariais e de condições de trabalho. Nós estamos no limite, negociando há cinco anos com a Prefeitura (do Salvador), sem ações concretas, afirma Caires.
O Samu atua com o aparato de 56 ambulâncias (Salvador e RMS), 24 motocicletas e uma lancha, usadas diariamente no resgate e salvamento. Nesta terça, 15, uma sessão especial na Câmara Municipal convocada pelas vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Vânia Galvão (PT) discutirá soluções para o Samu.
Negociações - Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que o secretário Gilberto José considera precipitada a paralisação. Em nenhum momento a SMS interrompeu as negociações com o Sindimed, que representa a categoria. Itens da pauta de reivindicação só poderão ser resolvidos a médio e longo prazos, como o reajuste salarial e a regularização dos vínculos trabalhistas, argumenta.