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Escolas enfrentam dificuldades na volta às aulas

 Amélia Vieira, do A TARDE
Por Amélia Vieira, do A TARDE
| Atualizada em

O secretário estadual de Educação, Osvaldo Barreto, presidiu a aula inaugural que marcou o início do ano letivo de 2010, nesta segunda-feira, no Colégio Estadual Alípio Franca, no Bonfim. A unidade de ensino não está na lista dos 700 estabelecimentos que receberão cerca de R$ 37,5 milhões para investir em reformas – somente para 150 delas o recurso já foi liberado.

Por meio de um outro programa, a escola passou por obras antes do começo do ano letivo. Segundo a diretora, Raidene Alves Brandão Medeiros, foi feito conserto no telhado, pintura e colocação de ventiladores.

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Algumas salas ainda precisam de conserto no teto, o que deve ocorrer concomitantemente às aulas. “Até 31 de março tudo será concluído, mas sem interferir nas aulas”, assegurou a diretora.

As melhorias foram elogiadas pelos alunos. “A quadra foi pintada, o banheiro está com vasos novos e espelhos. O telhado estava quebrado e quando chovia molhava dentro das salas”, enumerou Davi de Oliveira, presidente do grêmio estudantil.

Convidado a participar da mesa (junto ao secretário, outros gestores, o coordenador da APLB-Sindicato, Rui Oliveira, e a vereadora Olívia Santana), Davi falou aos colegas: “Quero lançar a campanha do grêmio: todos juntos pela conservação da escola”.

Já no Colégio Estadual Praia Grande (Periperi), alunos reclamavam. “O bebedouro tem água quente. A porta do banheiro não fecha. As portas das salas estão sem maçanetas”, reclamou Monique Lorena Jesus da Silva, 16, do 1º ano do ensino médio, há dois anos na unidade.

Diretora - A diretora do colégio, Rosângela Maria dos Santos, explicou que, após meia hora para os colegas se reverem, houve esclarecimentos sobre o calendário escolar, programa das disciplinas, atividades, leitura dos direitos e deveres e do regimento interno, além de conversa com pais, tudo até por volta das 10h30.

Ela rebateu as críticas às deficiências do prédio e disse que, durante as férias, foi feita revisão elétrica e hidráulica. Merenda, livros e carteiras escolares são considerados suficientes. Ela diz faltar quantidade maior de móveis para docentes e reparo de placas de ventilação, danificadas pelo vento em dezembro.

No Colégio Estadual Almirante Barroso (Paripe), o dia foi dedicado especialmente à recepção de novos alunos, 500 num universo de cerca de 2,5 mil. O diretor, Paulo Péricles, disse que grande parte deles vêm de escolas pequenas. Por isso, necessitam de um trabalho de adaptação. Quanto à estrutura física, ele conta que foi feita reforma em 2009, não havendo necessidade de novas intervenções este ano, apenas de manutenção.

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