SALVADOR
Espaço do Leitor

Abram as portas das cadeias
Liberem os ladrões. Deixem presos apenas os criminosos acusados por morte, estupro, assaltos. Ladrões, principalmente de galinha, podem ser soltos. É a conclusão a que chegamos depois dos resultados das CPIs. O acórdão foi decretado nos corredores, e os que encheram o bolso com polpudas quantias e roubaram as verbas que deveriam servir ao povo vão sair ilesos. Melhor ainda, vão continuar a gozar dos privilégios de sempre e estarão, face à impunidade, mais dispostos a continuar suas falcatruas. Assim, de que vale encher as cadeias com ladrões de bolsas vazias, de celulares e de tostões? Vamos trocar. Liberem estes e em seus lugares ponham aqueles.
Carlos Sampaio
Salvador BA
Final da convocação
Ao final da convocação extraordinária do Congresso, o balanço das atividades foi ridículo. Sequer foi aprovado o Orçamento da União para 2006. Enquanto isso, os espertalhões continuam a gozar com a cara dos patetas (povão).
A Justiça, que deveria dar bom exemplo, prossegue a sua luta desenfreada para proteger parentes, aderentes e apaniguados encastelados nas tetas abastadas do Judiciário, usufruindo de gordos salários às custas do nosso dinheiro. E la nave va, para nossa triste realidade social.
Climério Andrade
Salvador BA
Governo comum
Parece que o ex-presidente Juscelino Kubitschek, na passagem dos 100 anos de seu nascimento, foi um deus cosmotológico em forma de cometa, com seus raios de luz iluminando esta terra de Santa Cruz. Ora, é muita balela! Seu governo foi tão comum quanto tantos outros. O imaginário popular criou um slogan na época: Que rouba e deixa roubar. A corrupção era tão evidente que Juarez Távora, adversário de JK e candidato a presidente da República, tinha o mote de acabar com a ladroagem na administração pública. Os resultados das eleições em 1955 foram: Juscelino, 36% e Juarez, 30%, votação considerada apertada pela oposição, que encorajou um movimento para impedir a posse. Nada tenho a reverenciar a JK. Quando governador de Minas, o prefeito da cidade onde eu morava era da UDN. A pequena cidade foi perseguida politicamente e, pior, nossas lideranças em São João do Oriente eram assassinadas. Os udenistas ativistas eram presos e torturados com os métodos mais medievais. Meu pai pôs fora uma propriedade para não ser assassinado por mandantes do coronelismo pessedista. Por ironia do destino, em 11/11/1955, estava eu de fuzil na mão para defender a posse de JK, garantida pelo general Lott.
Lair Estanislau Alves
Belo Horizonte
Simm ou não...
Afinal de contas, é Simm ou Não a sigla da repartição municipal destinada à condução dos desempregados ao campo formal de trabalho em Salvador? Parece que o Simm virou Não Núcleo de Ausência de Ocupações, pois, em pouco mais de um ano, só conseguiu reconduzir à formalidade cerca de 5 mil trabalhadores, sendo que, atualmente, só em Salvador, há mais de 300 mil desempregados. A gestão atual continua dizendo que o Simm é e continuará sendo a mais importante alternativa para a diminuição do desemprego em nosso município. O fato concreto é que o povo soteropolitano já não agüenta mais ir ao Simm para, depois de longas horas na fila, receber um não taxativo.
Hélio Ondiária V. Filho
Salvador BA
Educação no trânsito
Diariamente, ocorrem milhares de acidentes com motociclistas no trânsito do nosso País. A maioria deles fatal. Em nossa capital não é diferente. Em Salvador, com os engarrafamentos intermináveis e, principalmente, com os combustíveis mais caros, cresce assustadoramente o número de morte no trânsito. Enquanto não houver maior consciência por parte desses motociclistas e motoristas de que suas vidas dependem exclusivamente da sua educação no trânsito, o quadro não deve se reverter. Educação no trânsito é sinônimo de vida. Educação sim, suicídio nunca.
Luciano Suedde
Salvador BA
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