SALVADOR
Espaço do Leitor

Ensino ampliado
Parabenizo A TARDE pelo brilhante editorial Ensino ampliado (7/2), que demonstra o comprometimento com a educação pública de qualidade. Em países como China, Índia, Coréia do Sul e Chile, esta prática já é adotada e repercutiu de maneira positiva no progresso dessas nações. Um dos muitos resultados positivos esperados com o ingresso aos 6 anos no ensino fundamental, conforme determina a Lei 11.114/05, é a diminuição da evasão e da repetência escolar. Embora o projeto de lei aprovado no Congresso Nacional determine o prazo de implantação até 2010, Salvador prepara-se para, já em 2007, implantar progressivamente o ensino de nove anos na rede de ensino. Ampliaremos o ciclo básico (CEB) de dois para três anos, possibilitando aos professores o desenvolvimento das competências cognitivas, morais e socioafetivas adequadas. A partir de março, realizaremos um estudo que indicará as estratégias pedagógicas, administrativas e financeiras pertinentes para adequarmos a educação pública municipal a este novo marco legal.
Ney Campello
Secretário municipal de Educação e Cultura
Salvador BA
Alma à escola pública
Em entrevista ao Programa Roda Viva da TV Cultura no dia 06/02, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse aos seus entrevistadores que uma das soluções para que o Brasil cresça é dar alma à escola pública. Só pode ser uma anedota de ex-político. Pois para quem sempre se disse ateu de carteirinha, falar em alma em pleno ano de eleições só pode ser mais uma promessa de campanha. Como sabemos que em nível de Brasil a escola pública está morta e não enterrada, o próximo presidente terá de ser cristão praticante para que possa fazer ressuscitar o ensino público no Brasil.
Walter Lemos Filho
Florianópolis SC
A saída para o crescimento
O carro popular no Brasil está longe de ser popular, que deveria ser lambreta ou bicicleta com motor. No Brasil, a maioria dos consumidores nem comprou seu primeiro veículo. Nossa indústria precisa adequar sua produção ao nível de renda do País, e não vice-versa, com produtos mais condizentes com a nossa realidade. Não temos escala, não temos competitividade internacional, não temos tecnologia. Uma política industrial voltada para os mercados de baixa renda daria ao Brasil escala para exportar para outros países, como a Índia, a China, a Turquia. A globalização estaria a nosso favor e não contra, como agora.
Moisés dos Santos Trindade
Salvador BA
O que há no Campo Grande?
Depois de tanto investimento no Campo Grande, o que está acontecendo? Fiscal do patrimônio deixa levar flores e mudas (até por um trocado); fiscal da prefeitura acolhe ambulantes que lhe ofereça um lanche; Polícia Militar, só se for para os novos cardeais; o interessante é acumular placas de inauguração. Segurança para quê? Aos domingos, bandos fazem a festa nas delicatessens e farmácias da Vitória, pegando brozeadores e sucos etc. Como inversão de valores está na moda, vai ver que tudo isto é democracia: tudo para todos, seja como for!
Maria de Lourdes Cardoso Lima
Salvador BA
Sesab esclarece
A propósito do questionamento da leitora Suzele Rita de Oliveira, de 4/2, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) esclarece que nenhum funcionário pode substituir um medicamento (insulina), sem saber os fatores de ordem médica. Tal procedimento adotado em consonância com o democrático princípio da equanimidade, um dos pilares do Sistema Único de Saúde, e o da economicidade (Lei 8.666/93) somente é feito pela Diretoria de Assistência Farmacêutica (DAF), com base em parecer dado pelo Grupo Técnico de Especialista da área, no caso específico integrado por médicos endocrinologistas do Centro de Referência Estadual de Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (Ceteba). Qualquer esclarecimento ligado à assistência farmacêutica estadual pode ser obtido pelo telefone 3115-4191.
Assessoria de Comunicação Social Sesab
Salvador BA
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