SALVADOR
Espaço do Leitor

Arte x comércio
A arte e o comércio se confrontam outra vez. Lucro x cultura. Não deveria ser assim, mas é. E nós, moradores de Salvador, já carentes de programas interessantes, estamos torcendo para que a Perini tome a inteligente decisão de manter a Sala de Arte do Bahiano funcionando ao seu lado. Isso seria um presente. Isso seria uma prova de compromisso com a cultura. Apesar de nos tempos de hoje a visão de mercado (ou marketing, pra ser mais adequado, ou, talvez, bitolado) dominar até mesmo os discursos sociais, torcemos para que desta vez os argumentos do lucro pelo lucro não nos façam assistir a um último e triste filme na Sala de Arte do Bahiano: The End.
Luciano José
Salvador BA
Padre Pinto
Saudosa em assistir às suas missas, principalmente aos domingos, venho dar o meu inteiro apoio à irreverência do padre Pinto, naquela noite de Reis, noite de festa que já queriam eliminar do nosso bairro. Só assim a nossa Paróquia foi enaltecida e o nosso padre glorificado, tornando-se um herói. Só se vence ou se ou perde uma batalha quando se rompe padrões estabelecidos de qualquer lei. E assim foi com o tão querido padre Pinto. Quem não o conhece jamais poderá julgá-lo. Boa sorte, padre! Os moradores do bairro esperam por você outra vez! Perdoem pela sua empolgação momentânea. Foi o seu coração que ficou um pouco abalado e emocionado.
Auxiliadora Silva
Salvador BA
Paulo Afonso ilhada
Anúncio de recuperação de estradas pelos governos federal e estadual não contempla rodovias de acesso à micro região de Paulo Afonso, não obstante o estado lastimável em que se encontram, expondo ao perigo seus usuários e obstruindo o progresso regional. Dita cidade turística, Paulo Afonso é uma ilha banhada pelas águas abençoadas do Rio São Francisco e, a julgar pelo estado de inércia das autoridades locais diante dos fatos, tende a ilhar-se econômica, científica, cultural e politicamente. Sem vôos regulares, estradas e qualidade nos serviços de transporte terrestre, como pensar em turismo? Sem cinema, teatro e incentivo a manifestações de raiz, como pensar em cultura? Sem cuidar do Velho Chico, dos sítios históricos e omitindo-se diante do escravagismo da quebra manual de pedras, como falar em memória e cidadania? De sorte que nos resta agradecer à generosidade divina por contemplar a região com dadivosas e exuberantes riquezas naturais, dentre as quais o seu povo, digno e acolhedor.
Prof. Paulo Alfredo Rocha
Paulo Afonso BA
Poupar as genitoras
Tema a ser abordado em trágicos romances, mas aqui não há espaço para isso. Faríamos, assim, pedido-sugestão aos poderes federal, estadual, municipal que, deixando desavenças políticas e eleitoreiras de lado, cuidem, especialmente, das entradas e saídas das cidades marginais, evitando sofrimento de quem chega e sai, especialmente de residentes, pelo convívio diário. Desta forma, dignas genitoras dos responsáveis não ficarão sujeitas a referências piores do que as de juízes de futebol como temos presenciado.
Nilson Nunes do Nascimento
Salvador BA
Jogo de empurra
As pessoas que pagaram (caro) para ir ao Bonfim Light, acreditando que estariam seguras, estão atônitas. Após o tumulto na saída do evento, por uma via improvisada, assistiram a um espetáculo de descaso. Quando buscaram ajuda, ouviram: O plantão já acabou. Por que uma infra-estrutura tão precária? Houve vistoria de algum órgão para avaliar as condições do local e autorizar a realização do evento? O número de ingressos vendidos foi proporcional à capacidade do local? Será que as empresas como Oi, Penteventos, Shopping Barra, Skol, Siemens, Ipiranga e a própria Bahia Marina sabem que suas marcas estão associadas a um evento que não cuida da segurança das pessoas? O que ocorreu é classificado como acidente de causas evitáveis.
Sofia Campos dos Santos
Salvador BA
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