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JORNAL A TARDE
Por JORNAL A TARDE

Dança do deboche



Um acinte a dança da deputada Ângela Guadagnin, que demonstrou o sentimento da maioria dos parlamentares pelos cidadãos. O ritual selou a união estável entre parlamentares e corrupção. A população precisa reagir, guardando os nomes dos autores e defensores do mensalão. O voto é a única forma de tentar mudar o ambiente do Congresso Nacional. Que os eleitores reflitam, afastando os políticos escroques.

Carlos José Souza Costa

Salvador – BA



Tudo errado



A deputada Ângela Guadagnin revelou ser uma má dançarina, pois chacoalhou-se da forma errada, pelo motivo errado, na hora errada, no local errado. A deputada, de forma deplorável, exibiu seu desdém pela dignidade do cidadão brasileiro. Essa manifestação exige imediata ação, no sentido de que venha a ser submetida ao Conselho de Ética por sua indesculpável falta de pudor, de compostura, de respeito, de ética e de decoro parlamentar.

Pedro Luís de Campos Vergueiro

São Paulo – SP



Bola da vez



A capital brasileira ferve e não faltam notícias para todos os gostos, como a dança da deputada que, em comemoração ao sucesso da “pizzaria”, louvou a absolvição dos envolvidos no mensalão. Depois de ex-amante, secretárias, motoristas, a bola da vez é o caseiro, todos escolhidos para personagens coadjuvantes da história. Só está faltando cobrir o País com uma lona e distribuir nariz de palhaço para todo o povo brasileiro. Aí, gritaríamos: “Hoje tem espetáculo, tem sim senhor.”

Romilson Bomfim Conceição

Salvador – BA



Seplan esclarece



Em relação à matéria “3,6 milhões sem água tratada na Bahia”, esclareço que os recursos previstos no Orçamento 2006 para a ampliação da oferta de água são da ordem de R$ 367 milhões e não de R$ 206 milhões. Com relação à área de sistemas de esgotamento sanitário, o valor previsto é de R$ 60,3 milhões e não de R$ 41 milhões. O equívoco ocorreu em função de se contabilizar apenas os investimentos da Embasa, sem considerar as ações da Companhia de Ação Regional (CAR), Companhia de Engenharia Rural da Bahia (Cerb) e Secomp. A afirmação de que o Estado não prioriza o saneamento é equivocada. Em 2005, o governo do Estado investiu R$ 243,9 milhões em saneamento e, no período 2003/2005, R$ 791,4 milhões. No Orçamento de 2006, os investimentos relativos a saneamento representam mais de 8% da peça orçamentária. Considerando que a Bahia tem a maior população rural do País, e apesar das dificuldades de levar água às áreas distantes do semi-árido baiano, o governo do Estado já possibilitou que 75% da sua população total seja atendida com rede tratada de água. Podemos assegurar que os investimentos em curso vão permitir que se alcance a Meta do Milênio relativa à água até 2015.

Armando Avena

Secretário do Planejamento do Estado da Bahia

Salvador – BA



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