SALVADOR
Espaço do Leitor

Mais Francenildos
Causam-nos perplexidade os fatos vergonhosos dos últimos tempos. O caixa dois (que daria prisão em qualquer país dito civilizado) tornou-se dinheiro não contabilizado. A quebra do sigilo bancário na ilegalidade tornou-se vazamento de informação. As benesses concedidas pela Telemar uma concessionária do governo ao filho do presidente da República são apenas intriga da oposição em ano eleitoral. O Brasil precisa de mais Francenildos para desmascarar, de uma vez por todas, essa safadeza perpetrada pela hipocrisia petista que burla a lei, tentando intimidar a fala de um humilde caseiro.
Maria do Céu Gomes de Oliveira
Salvador BA
Só enganação
Tem banco que diz: o tempo todo com você! Engana-se quem acredita nisso; outro acha-se completo: completo significa preenchido, que tem todas as qualidades exigidas, cabal, perfeito. Mas a enganação não pára por aí, quando surge outro com o monstro sem nenhum domínio da bola e convida-nos para entrar dizendo: vem. Porém, surge outro mais ousado e, após dar uma volta de 360 graus, coloca o pingo no i, i de indignação quando estive na agência da Graça e recebi o extrato do FGTS numa xérox de péssima qualidade ao preço de R$ 26. Entretanto, o que vemos em grande parte dessas agências bancárias são caixas eletrônicos quebrados, péssimo atendimento, filas intermináveis, desrespeito aos idosos. Quando teremos um serviço de qualidade que justifique tanta propaganda? Sugiro que os recursos destinados a tanta propaganda sejam doados ao Fome Zero.
Otávio Alexandre Magalhães de Oliveira
Salvador BA
Sem hífen
Escreve-se mal e fala-se pior. Num lustroso cartaz da Universidade Gama Filho, distribuído em cinco Estados, está escrito: Pós Graduação em Educação Física. Vindo de uma universidade, calcula-se que esse cartaz passou pelas mãos de muitos doutores. E esse Pós Graduação às avessas foi lido pelos doutores, já que se trata da primeira frase que encabeça o anúncio. Espantoso que ninguém tenha notado que pós-graduação só admite uma grafia. Os prefixos pós, pré e pró pedem hífen diante de qualquer palavra. Vivemos a cultura dos vira-latas, pois grande maioria de comerciantes põe nome inglês no seu estabelecimento e até em quiosques. Mas poucos sabem o nosso português.
José Fernandes Costa
Recife PE
De dar vergonha
Os exemplos que os adolescentes estão vendo no Congresso Nacional e no governo federal são uma vergonha: mensalão para cá, valerioduto para lá. Quase todos comprometidos! Não dá nem gosto assistir aos telejornais. E têm a hipocrisia de falar contra as meninas que se prostituem. Sabem o que é fome? Da boca azedar, dar tonturas, de roncar o estômago e uma incapacidade motora horrível. Se elas se prostituem, é um problema do governo federal. A maioria faz isto não por vontade, mas por necessidade. Muitas delas mantêm uma casa com alimentos desse dinheiro. Quem fala tanto da prostituição infantil ofereça, de verdade, uma saída, uma solução.
Cristina Maria R. Benevides
Salvador BA
A volta do criminalista
Retorna à tribuna do júri um criminalista de fé, em causa gratuita patrocinada na comarca de São Sebastião do Passé. Afastado da tribuna de defesa desde 1990, Jackson Azevedo está de volta. Quando exercia o cargo de procurador do Estado, estabeleceu-se em Santa Catarina, local em que também funcionou na Procuradoria-Geral, deixando-a para ingressar no Ministério Público da União. Aproveitou para dedicar-se ao curso de mestrado e doutorado da UFSC, onde logrou-se professor. Não caberia nenhuma homenagem a um profissional que abandonou voluntariamente a profissão para a qual foi talhado para exercer não fossem seus predicados, como o raciocínio lógico, o preparo intelectual, a erudição, a cultura geral, as lições de ética e uma capacidade de entender da prova jamais assistida na tribuna do júri.
Luiz Augusto Coutinho
Vice-presidente da Associação Baiana dos Advogados Criminais
Salvador BA
Espaço do Leitor - Redação de A TARDE - Rua Professor Mílton Cayres de Brito nº 204, Caminho das Árvores - Salvador - BA - CEP 41822-900, ou ao e-mail [email protected] Devem conter até 10 linhas em corpo 12, com endereço e telefone. Reconhecer a firma quando se fizerem acusações e denúncias. A publicação das cartas poderá ser integral ou parcial, a critério da editoria.