SALVADOR
Esportes radicais invadem espaço urbano

Quem disse que para descer de rapel é preciso ir a Chapada Diamantina? Que só em Abrolhos é possível mergulhar em naufrágios? Ou ainda, apenas na Califórnia, nos Estados Unidos, berço do skate street, pode-se fazer manobras nas ruas? Pois esse roteiro radical está ao alcance de quem mora em Salvador.
As passarelas, viadutos, bancos de praça, escadas, corrimãos e embarcações naufragadas na baia de Todos os Santos ganharam novas funções em decorrência de atividades esportivas no ambiente da metrópole. Isso revela uma tendência que vem aumentando nas grandes cidades: a prática de esportes radicais na área urbana.
O ciclismo nas ruas, o rallye nas estradas, a prática do rapel em viadutos, que se juntam ao skate, nas escadarias da cidade, e navios afundados na baía traduzem a mudança de cenário e uma nova maneira de se relacionar com a cidade, que é a utilização da arquitetura da área urbana como verdadeiros equipamentos esportivos.
O rapel, por exemplo, tem conquistado cada vez mais adeptos em sua versão urbana, substituindo as montanhas e cachoeiras por viadutos e passarelas. Na capital baiana, um dos pontos turísticos mais conhecidos do Estado, o Elevador Lacerda - principal meio de transporte entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa - tem sido muito utilizado por praticantes de rapel.
As torres, com 72 metros de altura e uma bela vista, que contempla a baía de Todos os Santos, atrai os admiradores do rapel que buscam adrenalina e emoções fortes. Em junho deste ano, até a apresentadora Xuxa Meneguel experimentou a descida vertical, para a gravação de um programa-piloto.
Entre os muitos locais preferidos pelos rapeleiros estão o viaduto da Garibaldi, viaduto da Lapa e a passarela do Extra, na Paralela. O instrutor de técnicas verticais, - mais conhecido como rapel -, Cássio Nagato, de 30 anos, do Grupo SubZero, afirma que nos últimos anos o esporte cresceu consideravelmente na capital baiana.
“São lugares excelentes para a prática, tanto pela facilidade de localização como pela locomoção, que permite fazer a atividade diversas vezes”, ressalta Nagato. Ele afirma ainda que o uso da técnica na capital serve de treinamento para a prática na natureza.
Cuidados extras - O rapel surgiu na França na II Guerra Mundial e começou a ganhar espaço nas ruas de Salvador na década de 90. Assim como qualquer outro esporte radical, o rapel urbano requer muitos cuidados, sendo indispensável o uso de equipamentos de segurança, além de capacete, luvas e calçado adequado.
A equipe SubZero está há mais de 10 anos na estrada e presta serviços de aventuras em trilhas, corridas e paletadas. Ainda de acordo com o instrutor, cerca de 20 pessoas, entre estudantes, profissionais liberais, com idades variadas, formam o grupo que se reúne quinzenalmente na cidade para a prática do esporte.
“É importante encontrar um grupo confiável que a pessoa possa se sentir segura. O mais importante nisso tudo é fazer a atividade com conforto e segurança. Quem quiser começar no esporte, deve procurar uma escola ou até mesmo um grupo, que tenha guias especializados e siga as normas de segurança exigidas. Depois disso é só aproveitar.”
Serviço:
SubZero Esportes de Aventura
Endereço: Rua Odilon Santos, S/N, Centro Comercial Vila 14 Sala 10
Bairro: Rio Vermelho
Tel: (71) 8802-5115
E-mail: [email protected]
Site: www.subzero.com.br / www.paletada.com.br
Bahia Scuba
Endereço: Avenida do Contorno n.º 1.010. Loja 12 - Bahia Marina
Bairro: Comércio
Tel.: 71 3321-0156/3322-0044
E -mail: [email protected]
Site: www.bahiascuba.com.br
Skate
Pista em salvador: Vale dos Barris
Pitsas na Região Metropolitana de Salvador: Lauro de Freitas, Madre de Deus e Camaçari
Veja imagens de mergulho em naufrágio na baía de Todos os Santos
Rapel na passarela da Lapa
Skatistas no Vale dos Barris