SALVADOR
Estado da Bahia registra 88 casos de raiva herbívora

Pecuaristas do interior da Bahia registraram neste ano 88 casos de raiva em herbívoros transmitida pelo morcego hematófago, conhecido pelos produtores como “morcego vampiro”. O número representa um aumento de 53%, em relação a 2007 e pode ser ainda maior se for levado em consideração que muitos produtores não registram a contaminação nos órgãos responsáveis.
Além dos prejuízos financeiros, o avanço da doença representa um perigo à saúde das pessoas que vivem nas regiões consideradas de alto risco. Por essa razão, Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab) da Secretaria da Agricultura do Estado determinou que todos os bovinos, eqüídeos, ovinos e caprinos a partir dos três meses de idade sejam vacinados contra a raiva.
Segundo a Adab, onze municípios baianos apresentam situação de alta vulnerabilidade para a doença. São eles: Ilhéus, Ibicuí, Candeias, São Sebastião do Passé, Feira de Santana, Rafael Jambeiro, Santo Amaro, Juazeiro, Sobradinho, Amargosa e Formosa do Rio Preto. Para esta classificação, foram considerados os índices de vacinação, número de animais mordidos e contaminados pela doença e também a existência de abrigos para morcegos.
O coordenador do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PECRH), José Neder, afirmou que o mapeamento das áreas mais afetadas ajudará a direcionar a atuação da Adab, mas também é preciso que produtores procurem o órgão para registrar o aparecimento e o ataque do “morcego vampiro”.
Todos os produtores serão obrigados também a declarar a vacinação junto à Adab, sob pena de sofrer sanções previstas em lei, como multas e interdição da propriedade. Além disso, o órgão é responsável por realizar o controle de morcegos hematófagos, através da captura e aplicação de uma pasta “vampiricida”, para reduzir a população do morcego hematófago (Desmodus rotundus). Um morcego impregnado com a pasta venenosa pode contaminar até outros 18 animais da espécie.
A raiva é um a doença considerada de alto risco, já que não tem cura ou tratamento possível. É causada pelo vírus denominado Lyssavirus e nos animais provoca a morte em menos de 10 dias após o aparecimento dos primeiros sintomas, como apatia, isolamento do rebanho, agressividade, andar cambaleante, opacidade de córnea, dificuldade para engolir líquidos, dificuldade de defecar e paralisia de membros. Seres humanos também podem ser contaminados através do contato com a saliva e outras secreções de animais doentes.
Serviço
Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab) - Telefone (71) 3116-8463 ou site