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Homem é suspeito de encomendar morte por ciúmes da ex-mulher

Andrezza Moura
Por Andrezza Moura
Miguel Vieira Maurício Júnior negou o crime. Ele foi apresentado à imprensa nesta segunda
Miguel Vieira Maurício Júnior negou o crime. Ele foi apresentado à imprensa nesta segunda - Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE

A morte do vendedor de peixes Maicon Silva de Souza, 24, o Maiquinho, foi o 'presente antecipando de aniversário' que Miguel Vieira Maurício Júnior, o Guegue, 'ganhou' no último dia 8 de julho - um dia antes de completar 34 anos -, segundo o delegado Reinaldo Mangabeira, titular da 3ª Delegacia de Homicídios Baía de Todos os Santos (DH/ BTS).

Guegue teria encomendado a morte de Maiquinho por vingaça e ciúmes, já que o jovem estava morando com sua ex-mulher, de prenome Mariana. Segundo Mangabeira, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento de 11 anos e ameaçava a mulher e o rapaz constantemente. "Ele tem um sentimento de posse muito excessivo pela ex-companheira e não aguentava vê-la com outra pessoa", diz o delegado.

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Ainda conforme o titular, Maiquinho foi morto por um adolescente de 16 anos, na Rua Batista Machado, em Plataforma, enquanto limpava peixes, na porta da casa da mãe.

"No dia 1º [julho], ele foi no meu trabalho, me mostrou a arma e disse: 'Não vou matar seu filho, não. Mas tenho meus pivetes para matar", relembra, aos pratos, a vendedora ambulante Luzia Maria de Souza, 43, o que ouviu de Guegueu, dias antes do adolescente conhecido como Leão matar seu filho.

Uma vida trocada por R$ 400

Segundo Reinaldo Mangabeira, a vida de Maiquinho custou R$ 400. Valor este que o adolescente devia a traficantes da área pela compra de drogas e que Guegue pagaria em troca do serviço. "Ele procurou outras pessoas para executar o crime e disse que seria seu presente de aniversário", reafirma o delegado.

Guegue foi apresentado à imprensa na tarde desta segunda, 27, no Departamento de Homicídios (DHPP), na Pituba.

Batalha de uma mãe

"Foram nove meses de ameaças, ele dizia: 'vou matar seu filho, vou matar seu filho'", lembra Luzia Maria de Souza, garantido que, apesar do medo, não vai desistir de lutar para que o mandante e o assassino de seu filho permaneçam na cadeia.

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